HONRE AO SENHOR COM SEUS BENS

O verbo “honrar” significa “distinguir, fazer diferença”. E é isso que Deus espera de nós! Muito mais do que dízimos e ofertas, Ele espera que O honremos! “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares” (Pv 3.9,10). Temos aqui uma promessa de Deus que tem o Seu “sim” e o Seu “amém” (2 Co 1.21). O texto de Provérbios fala de Deus suprindo abundantemente o Seu povo com a Sua provisão. Isso não se aplica somente a celeiros e lagares hoje, de forma literal, como no caso dos judeus daquela época, mas também devemos entender que Deus está Se referindo a uma provisão abundante.

A vontade de Deus é suprir as necessidades materiais dos Seus filhos. Há diversas promessas na Bíblia que se referem a isso (Sl 23.1; Fl 4.19). Contudo não acontece de forma automática. Essa promessa é condicional, ou seja, não se cumpre por si só, mas depende de cada um de nós para que possa ser concretizada. O texto bíblico acima pode ser dividido em duas partes: o que nós temos que fazer, e o que Deus fará depois que fizermos a nossa parte. Essa promessa divina é sobre provisão e prosperidade (não entenda como “riqueza”) e revela a vontade do próprio Deus para Seus filhos. Contudo muitos crentes sinceros não a experimentam. Acredito que isso tem ocorrido justamente porque há uma dimensão de entendimento por trás dessa promessa que ainda não foi alcançada pela maioria dos crentes.

Temos ouvido muito sobre as bênçãos do dar, e acredito nesta doutrina, porque é bíblica. Mas a Palavra de Deus não nos ensina somente a dar, mas ensina também a forma certa de fazê-lo! Creio que esse texto nos revela mais sobre a atitude correta que devemos ter ao dar do que sobre a dádiva em si. O conselho que Deus nos dá por meio de Salomão é o de honrarmos ao Senhor com os nossos bens. O que está em questão aqui é a manifestação da honra, e não os bens em si. O uso dos bens é só um meio de expressarmos essa honra. Deus não está interessado em nossas ofertas, e, sim, na atitude que nos leva a entregar a Ele as nossas ofertas. Um dos maiores exemplos disso está no que Deus pediu a Abraão: o sacrifício de Isaque (Gn 22.1-10). Na hora de imolar o filho, o patriarca foi impedido de fazê-lo, e o Senhor deixou claro que Ele só queria a expressão da honra, e não privá-lo de seu filho. Ao pedir justamente o que Abraão mais amava, o Senhor estava lhe dando uma oportunidade de honrá-Lo tremendamente.

Vemos o mesmo princípio revelado de forma inversa, quando Ananias e Safira trouxeram uma oferta de alto valor, mas com a motivação errada e recheada de mentira. O que aconteceu? Deus se agradou? De forma alguma! Lemos em Atos 5.1-5 que o Senhor os julgou pelo que fizeram. O Pai celestial não queria o dinheiro deles, e, sim, uma atitude de honra. Portanto Deus deseja ser distinguido de todas as demais coisas em nossas vidas, mesmo as que temos como mais preciosas.

:: PR. LUCIANO SUBIRÁ

CRISTÃO E POLÍTICA: MURALHA CONTRA TSUNAMI

No Japão, na região de Kamaishi, foi construído um grande muro, que demorou três décadas para ficar pronto, a um custo de US$1,6 bilhões (mais de R$5 bilhões), para impedir desastres ocasionados por tsunamis, porém desmoronou justamente durante o tsunami de 2011 e deixou a cidade totalmente sem defesas.

Nas últimas semanas temos visto diversas manobras políticas do atual Presidente da República, Michel Temer, para evitar que a denúncia sobre o crime de corrupção passiva, por supostamente ser o destinatário da mala com R$500 mil repassados pela JBS a Loures, seja recebida na Câmara dos Deputados.

Apesar de nosso país estar passando por um período crítico financeiro, com o Real desvalorizado, fazendo com que o suado salário não chegue até o final do mês, inclusive, com uma dívida crescente tanto do Estado quanto do povo; tempo em que recursos para investimentos estruturais do nosso país são escassos, e a instabilidade política gera desconfiança nos possíveis investidores internacionais, é nesse momento que Michel Temer resolve raspar as reservas públicas para garantir sua permanência no poder. Espalhou R$ 529 milhões para emendas parlamentares (dinheiro para Deputados garantirem suas reeleições no próximo ano), realizou 25 trocas de deputados na Comissão de Constituição e Justiça, para garantir a aprovação do relatório contra sua denúncia e concedeu benefícios fiscais para a bancada ruralista, que acarretará na diminuição da arrecadação em bilhões de reais.

Sem julgar o mérito da culpa ou não do presidente, aqui o que se pretende é analisar a atitude de nosso representante maior, frente a uma possibilidade de perder seu posto. No lugar de enfrentar a tempestade, decide usar seu poder e o dinheiro do povo para conter os ventos e grandes ondas.

Como é fácil jogar uma pedra, mas como é difícil se render a Cristo. De certa forma, a todos nós são concedidos poder e influência. Talvez não sobre toda uma nação, como o de Temer, mas temos autoridade sobre nossa família, nossos funcionários, nossa célula, nosso salário. Temos responsabilidade sobre nosso próximo, nossas finanças, dívidas, clientes, fornecedores, até mesmo sobre nossos chefes.

Como está sendo nossa atitude frente às dificuldades que estamos enfrentando? Resolvemos usar nosso “poder” e autoridade para benefício próprio? Negligenciamos nosso chamado para satisfazer prazeres passageiros? Frente à tempestade, estamos usando todos os nossos recursos para simplesmente evitá-la?

Todavia, quando a tempestade vier, devemos sempre lembrar que nosso Mestre andou sobre as águas! Para que “assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5.16).

Melhor do que construir muros para evitar tsunamis, talvez devamos “construir nossas casas em lugares mais altos”.

Janeiro e as contas de início de ano

Janeiro chegou! Com ele um grande número de contas a pagar, tudo no mesmo mês: Faturas dos cartões de crédito com as compras de Natal e festas do final do ano, além das viagens e outras despesas. Quem está de férias ou tem filhos em férias, certamente está gastando e ainda tem os impostos a pagar, além da lista de material e livros escolares. Em algumas cidades há um acúmulo de impostos, como o IPTU dos imóveis e o IPVA dos veículos. Qual a solução? Chamar por Jesus? Jesus ajuda, mas você tem que fazer a sua parte.

Esta história não é novidade para ninguém, todos os anos isso acontece e o correto é se preparar e poupar dinheiro durante o ano ou do 13º para vencer o mês de janeiro.

Preste bastante atenção: Vou falar de cada compromisso:

Cartão de Crédito: Nunca pague parcial ou valor mínimo, o ideal é sempre pagar a fatura total no vencimento.

Férias: O que é melhor, aproveitar bem as férias ou estar com todas as contas em dia para 2015?

Material Escolar: Tente comprar à vista, se não for possível pague em 3 ou 4 parcelas no máximo, para não comprometer seu orçamento durante todo o ano de 2015 com material escolar.

Livros: Estes são mais caros que todo o material, dependendo do ano em que o filho esteja. Também, o ideal é comprar à vista ou em 3 ou 4 parcelas. Mas tente encontrar livros usados e procure saber se o livro usado em 2014 vale algum dinheiro na troca. Esta é uma excelente oportunidade de mostrar para seu filho que um livro bem cuidado vale dinheiro.

IPTU: Algumas cidades concedem 7% ou mais para o pagamento à vista. É um desconto excelente, aproveite. Vale até tirar o dinheiro aplicado para pagar à vista, mas, depois devolva para sua reserva o mais rápido possível. Além do desconto, quando você paga seu IPTU à vista, você fica livre deste compromisso mensal no seu orçamento. Aproveite!

IPVA: Alguns estados também concedem descontos. Em Minas, será 3%, ainda é um bom desconto, mas menor que o IPTU. O IPVA pode ser pago em 3 parcelas. Se você utiliza muito o carro ele deve estar com tudo em dia, aproveite para olhar as taxas, seguros e multas que possam existir.

Quero que você tenha um excelente e abençoado 2015 nas finanças, por isso, peço que pergunte sempre antes de qualquer gasto: O que é melhor, aproveitar e gastar com tudo que “mereço” ou estar com todas as contas em ordem e o orçamento tranquilo em 2015?

Viva melhor com seu dinheiro!

::Erasmo Vieira – Palestrante e Consultor Financeiro

Máscaras de carnaval

Fantasia e ilusão por detrás da “alegria” carnavalesca.

Faltam poucos dias para a festa mais popular do Brasil: o carnaval. O feriado que se inicia no dia 17 de fevereiro só chega ao fim depois de cinco dias de intensas comemorações. Enquanto o país para, milhares de foliões agitam as ruas de cidades históricas e litorâneas, regiões mais visadas pelos turistas. Embora o clima seja de festa, o que se nota no carnaval é a presença de drogas, sexo ilícito e imoralidades.

Estima-se que haja aumento acentuado de nascimentos no período de outubro e novembro em decorrência do Carnaval. Sobe também o número de crianças nas casas de adoções. Segundo o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) – do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o número atual de crianças para serem adotadas chega a 4.856 em todo o Brasil. Outro rastro que o Carnaval deixa é o contágio de doenças sexualmente transmissíveis.

São dias de festa, mas o resultado das comemorações provoca dor e tristeza na vida de milhares. Ninguém divulga, mas por detrás das mulheres sensuais das propagandas de cerveja, existem famílias que choram. Pais que agridem filhos por causa do vício. Filhos que desrespeitam pais por causa do vício. Leitos de doentes por cirrose e óbitos gerados por acidentes. Essa é apenas uma das máscaras do carnaval.

Os relacionamentos temporários são outra característica. Muitos estabelecem relações sexuais com desconhecidos ou pessoas de pouco afeto, em que possivelmente não haverá nenhum relacionamento fixo. A imagem que se vende é a da diversão e do prazer, mas o que se ver na realidade, é o risco de doenças sexualmente transmissíveis e de outras consequências ainda piores, como abortos. Mas muitos compram essa máscara carnavalesca como se fosse tesouro.

O Governo, para evitar a gravidez indesejada e o uso abusivo de drogas, concentra seus esforços em campanhas publicitárias e atividades conscientizadoras e, nós como Igreja, precisamos contribuir com orações e trabalhos evangelísticos. A Lagoinha conta com o Ministério “Gerando Vidas” que auxilia grávidas a partir do acompanhamento pastoral e social. O trabalho garante também suporte no enxoval, higiene e alimentação do bebê.

Para pessoas que não conseguem abandonar o vício da bebida, existe o Ministério “Emanuel”. O projeto oferece atendimento psicológico, grupo de terapia, ministração da Palavra, acompanhamento pastoral e encaminhamento para outros ministérios ou espaços de internação. O pastor Marcelo Crescêncio lidera há menos de um ano o trabalho e alerta sobre o uso do álcool; “em períodos festivos, as pessoas bebem mais e não se preocupam com as consequências, mas a família é quem acaba sofrendo com as irresponsabilidades. O Ministério Emanuel acredita que não é necessário o uso de álcool para se divertir.

Procure ser um instrumento de Deus durante os dias de carnaval. Fale do amor de Cristo para os que perecem e ainda vivem longe do Senhor. Há salvação para aqueles que vivem no pecado e lugar na mesa junto ao Pai, pois embora você saiba que o Carnaval seja apenas uma fantasia, muitos ainda acreditam nele como uma verdade.

Fonte. Lagoinha.com

 

Queremos Barrabás!

Mas toda a multidão clamou a uma, dizendo: Fora daqui com este, e solta-nos Barrabás. O qual fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade, e de um homicídio (Lucas 23:18-19).

Há um paradoxo interessante no comportamento humano: constantemente escolhemos aquilo que nos causa mais dor. Os judeus exigiram, há quase dois mil anos, a libertação de um assassino chamado Barrabás, ao invés de terem clamado pela libertação do Senhor Jesus. “Solta-nos Barrabás”, gritaram. Desde então, as pessoas têm seu próprio “Barrabás”.

Ao escolher Barrabás, na verdade estavam escolhendo o princípio que ele representa: fazer o que agrada a si mesmo, ainda que seja à custa de outro se necessário. É uma escolha que o ser humano já está fazendo desde o Éden. Hoje também estamos diante de uma decisão similar. Se optarmos pelo estilo de vida egoísta deste mundo atual, colheremos os resultados nesta vida e na eternidade.

Existia outra alternativa naquela época? Claro! Os judeus poderiam ter escolhido o Messias deles, Jesus de Nazaré. Ele não tinha vindo satisfazer a própria vontade, mas a de Deus, que O enviara. Jesus Cristo sacrificou Sua vida na cruz do Calvário para salvar o perdido, ao passo que Barrabás não tinha qualquer respeito pela vida de quem quer que fosse.

É bom enfatizar que não estamos acusando ninguém que tenha compaixão com criminosos como Barrabás. Porém, o que esse homem personifica, ou seja, fazer o que bem se entende sem se importar com os demais, é algo que afeta a todos nós, em maior ou menor escala. Aos olhos de Deus isso é obstinação, que é pecado. E é exatamente por isso que precisamos de Jesus Cristo, o Mediador entre Deus e os homens. Ele estende Sua mão salvadora a todos os que desejam ter um relacionamento vivo com Deus.

 

Como remover as máscaras

Se as pessoas nos conhecessem como Deus nos conhece ficariam escandalizadas. Se as pessoas pudessem ler todos os nossos pensamentos, ouvir todas as vozes que abafamos dentro de nós e auscultar todos os desejos do nosso coração afatar-se-iam de nós com assombro. Somos, muitas vezes, um ser ambíguo e contraditório. Queremos uma coisa e fazemos outra. Exigimos dos outros aquilo que nós mesmos não praticamos. Condenamos nos outros aquilo que não temos coragem de confrontar em nós mesmos. Para manter nossas aparências usamos máscaras, muitas máscaras. Se você diz que nunca usou uma máscara, é muito provável que esteja acabando de afivelar a máscara da mentira em seu rosto. Algumas máscaras são muito atraentes. Encantam as pessoas. Elas passam a nos admirar não por quem somos, mas por quem aparentamos ser. O profeta Samuel ficou impressionado com Eliabe, filho mais velho de Jessé, e pensou que estava diante do ungido de Deus. Mas, o Senhor lhe corrigiu dizendo: “Não atenteis para a sua aparência, eu vejo o coração”. Vamos, aqui descrever três máscaras que ostentamos:

1. A máscara da piedade. O apóstolo Paulo em 2Coríntios 3.12-18 fala que nós não somos como Moisés, que colocava véu sobre a face, para que as pessoas não atentassem para a glória desvanecente do seu rosto. Moisés foi um homem ousado. Enfrentou com grande galhardia Faraó e seus exércitos. Liderou o povo de Israel em sua heróica saída do cativeiro. Porém, houve um dia em que Moisés deixou de ser ousado e colocou uma máscara. Foi quando desceu do Monte Sinai. Seu rosto brilhava. Então, colocou um véu para que as pessoas pudessem se aproximar dele. De repente, Moisés percebeu que o brilho da glória de Deus estava se desvanecendo de seu rosto. Porém, ele continuou com o véu. Ele não queria que as pessoas soubessem que a glória estava acabando. Moisés manteve o véu para impressionar as pessoas. Ele usou a máscara da piedade. Muitas vezes as pessoas ficam impressionadas com a beleza das máscaras que usamos. Elas ficam admiradas da propaganda que fazemos da nossa espiritualidade. Pensam que por trás do véu existe uma luz brilhando, quando na verdade, esse brilho já se apagou a muito tempo.

2. A máscara da autoconfiança. O apóstolo Pedro era um homem de sangue quente. Falava muito e pensava pouco. Um dia, disse a Jesus que estava pronto a ir com ele para a prisão. E mais: ainda que todos os demais discípulos o abandonassem, ele jamais faria isso, pois estava pronto a morrer por Jesus. Pedro pensava que era melhor e mais consagrado do que seus condiscípulos. Era do tipo de crente que confiava no seu taco. Dizia com todas as letras: a corda nunca roe do meu lado. Mas, aquela máscara tão grossa de autoconfiança não passava de um fina camada de verniz de consumada covardia. Quando foi colocado à prova, Pedro dormiu em vez de vigiar. Pedro abandonou Jesus em vez de ir com ele para a prisão. Pedro seguiu Jesus de longe, em vez de estar ao lado de seu Mestre. Pedro negou a Jesus em vez de morrer por ele. Não é diferente conosco. Passamos uma imagem de que somos muito firmes e fiéis. Até fazemos propaganda de nossa fidelidade incondicional a Jesus. Mas, não poucas vezes, essa autoconfiança não passa de uma máscara para impressionar as pessoas.

3. A máscara da hipocrisia. Os fariseus eram os santarrões que tocavam trombetas acerca de sua espiritualidade. Faziam propaganda de sua piedade. Julgavam-se melhores do que os outros. Achavam que só eles eram fiéis. Quem não concordasse com eles, estava riscado do seu mapa. Eram especialistas em ver um cisco no olho de outra pessoa, mas não enxergavam a trave que estava em seus olhos. Porém, toda aquela aparência de santidade não passava de uma máscara de hipocrisia. A espiritualidade dos fariseus era só casca, apenas propaganda falsa. Jesus chamou os fariseus de hipócritas, ou seja, atores que representam um papel. Disse, ainda que eles eram como sepulcros caiados, bonitos por fora, mas cheios de rapina por dentro. Precisamos humildemente entender que somente pelo poder do Espírito Santo poderemos remover essas máscaras. Vamos começar a fazer isso?

 

BATALHA OU BANDALHA ESPIRITUAL?

Escritor rechaça conceitos errados sobre o tema

Como editor de livros cristãos fiquei impressionado ao descobrir em uma pesquisa junto a livrarias evangélicas que um dos três assuntos que mais vendem livros entre a nossa gente é batalha espiritual. Prova de que nós, cristãos, somos absolutamente fascinados por esse assunto. Queremos ver nosso Deus guerreiro arrebentar com o capeta, mandá-lo pro quinto dos infernos a pontapés, sob nossos brados de glória e aleluia. Entendo muito bem do assunto. Fui convertido numa igreja que dava muito valor a isso, onde o diabo era uma figura onipresente nas orações, nos cultos, nas conversas, no dia a dia dos irmãos. Parecia até que ele tinha cadeira cativa na primeira fila. Hoje, tendo lido, vivido e praticado minha fé de forma mais sólida, me atrevo a enxergar aquilo que considero um grande erro no discurso cristão com relação ao Diabo. E é sobre isso que quero conversar com você.

Antes de mais nada, preciso avisar aos adeptos do liberalismo teológico que os respeito mas não concordo com vocês. Acredito sim que Satanás e os demônios são seres pessoais, que atuam sim nas esferas terrena e celestial, militando contra a Igreja de Cristo. Creio em possessão demoníaca e já participei de exorcismos (não televisionados e sem plateia, ressalte-se) em que presenciei situações que ninguém nunca me convencerá terem sido crises de epilepsia. Então sou bem ortodoxo, fundamentalista e bem pouco iluminista quando o assunto é demonologia. Creio que, ao contrário do que defende a Teologia Liberal, Satanás é de fato uma entidade pessoal. Só para você ter uma ideia, há nas escrituras 177 menções ao Diabo em seus vários nomes. Além disso, a Bíblia deixa claro que ele tem intelecto (2 Co 11.3); emoções (Ap 12.17) e também vontade (2 Tm 2.26). Em Mt 25.41 fica claro ainda que ele é moralmente penalizável por seus atos, o que jamais ocorreria se ele fosse apenas uma metáfora ou um símbolo da maldade humana, como advogam alguns. E mais: Satanás é descrito por pronomes pessoais e é fortemente adjetivado no relato bíblico.

Tendo dito isso, vamos ao que interessa: O grande equívoco que nós, cristãos, cometemos, é achar que Deus e o Diabo estão numa batalha espiritual em pé de igualdade. Que a força que Deus tem cá o Diabo tem lá e que as chances de vitória em qualquer batalha espiritual são de 50% a 50%. É essa imagem da queda de braço aí ao lado, onde o Supremo Criador do Universo se vê numa disputa de igual pra igual, em que tudo pode acontecer, em que há isonomia de forças. Nada mais longe da verdade.

DEMÔNIOS APENAS OBEDECEM E IMPLORAM A DEUS

Para começar: Deus é o criador do ser que se tornou Satanás. Ou seja: do mesmo modo que eu e você, como criaturas, dependemos do Senhor para tudo, precisamos de sua autorização para realizar qualquer intento, o líder dos demônios tem de enfrentar a mesma burocracia. Sim, Satanás é obrigado em tudo a dizer a Jeová: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”. Ele não tem escolha. Pois o Diabo não pode mover uma palha sobre a terra ou nas regiões celestiais sem a autorização expressa de Deus. É como um cachorrinho, esperando que seu dono afrouxe a coleira e ele, assim, consiga avançar contra um dos eleitos do Senhor.

Isso fica claríssimo no livro de Jó. Para tomar qualquer iniciativa Satanás precisa que Deus conceda-lhe o direito. Veja que em Jó 1.12 o Senhor diz a Satanás: “Pois bem, tudo o que ele possui está nas suas mãos; apenas não toque nele”. Ele usa o verbo no imperativo, isto é, trata-se de uma ordem, algo que vem de cima para baixo: “não toque”. Em nenhum momento há uma barganha: há uma concessão.

Depois, na tentação de Jesus no deserto, as palavras de Cristo em Mt 4.10a são absolutamente reveladoras: “Jesus lhe disse: Retire-se, Satanás!”. Perceba o que está acontecendo aqui. Jesus de Nazaré, o Deus encarnado, vira-se para aquele que tantos de nós temem e simplesmente dá-lhe uma ordem. Se Satanás vivesse em pé de igualdade na batalha espiritual, se ele lutasse de igual para igual com Deus, no mínimo ele responderia um “qualé, Jesus, vai encarar? Tá se achando, é?”. Mas não. Sabe o que o Diabo faz quando Jesus diz “retire-se”? Vamos para o versículo seguinte: “Então o Diabo o deixou”. Uau. Que moral. Não houve luta, não houve batalha, não houve barulho. Jesus disse e o Diabo simplesmente e subordinadamente obedeceu. Prova de que o nível de autoridade do Mestre é infinitamente, extraordinariamente, magnificamente, inquestionavelmente superior ao do adversário. Que é adversário nosso, não dEle, como já veremos.

Há ainda outra passagem fantástica que revela essa realidade. Marcos 5 nos conta que ao chegar a Gadara Jesus se depara com um endemoninhado. A história se repete. Quando aquela legião de demônios se vê diante do Rei dos Reis o que ela faz? Guerreia? Peleja? Luta? Enfrenta? Encara? Sai gritando “vamos lá, essa é a chance de derrotar Jesus!”. Nada disso. Ouça bem: “E implorava a Jesus, com insistência, que não os mandasse sair daquela região. Uma grande manada de porcos estava pastando numa colina próxima. Os demônios imploraram a Jesus: ‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles’.” (Mc 5.10-12). O demônios imploraram. Segundo o dicionário, isso significa que eles suplicaram, pediram encarecidamente e humildemente. Isso parece atitude de quem entra numa batalha de igual para igual? E assim é em todas as manifestações demoníacas que a Biblia relata: manda quem pode, obedece quem tem juízo. Ou melhor: quem já é réu de juízo.

SATANÁS NÃO É INIMIGO DE DEUS, MAS DOS HOMENS

Deus é onipotente, isto é, pode tudo. O Diabo é teopotente (com o perdão do neologismo), isto é, só pode o que Deus lhe permite poder. Então, a imagem medieval de Deus guerreando com o Diabo em condições de igualdade é tão esdrúxula como imaginar que um rinoceronte e uma formiga são capazes de competir em igualdade de força, poder e domínio. Apocalipse fala da batalha final de Armagedom. Mas imaginar que essa batalha é como um Fla X Flu, em que tudo pode acontecer, em que há chances de qualquer um ganhar, é uma ideia extremamente infantil. Toda e qualquer luta entre Deus e o Diabo é como um jogo entre a seleção brasileira titular de futebol e o timinho mirim sub-10 do Cáceres Matogrossense (que para quem não sabe é considerado o pior time do Brasil). Chega a ser risível imaginar uma derrota da seleção.

Deus sempre ganha. Sempre. Sempre. Simplesmente porque a grandeza, o poder e a majestade do Ser infinito, eterno, onipotente, inefável, magnífico que é o Senhor do Universo é absolutamente, impensavelmente, descomunalmente superior a toda e qualquer capacidade que esse mísero ser criado, chamado Satanás, possa ter.

Satanás não é inimigo direto de Deus: é uma pedra incômoda no sapato. Uma farpa no dedo. Satanás é sim inimigo dos homens, adversário nosso, pois ele tem a capacidade de nos sugerir que pequemos. Nem nos obrigar ele pode (salvo em caso de possessão). Veja o que ele fez com Adão e Eva: não enfiou o fruto proibido goela abaixo deles, apenas sugeriu, deu ideias. Satanas é um grande sedutor. Nós fazemos e cedemos se quisermos. Repare que o anjo de Apocalipse 22.9 diz a João: “Sou teu conservo”. Analogamente, os anjos caídos estão no mesmo nível hierárquico: co. Ou seja, “correspondente”, “correlato”. Eles estão em pé de igualdade enquanto inimigos dos seres humanos, jamais de Deus. Assim, devemos temer somente e tão somente aquele que pode lançar nossa alma no inferno (Mt 10.28), ou seja: Deus. Acredite: o Diabo não tem nenhuma autoridade para te condenar ao inferno. Isso é entre você e o Todo-Poderoso.

IGREJAS DIABOCÊNTRICAS

Pois bem, uma vez que pomos o Diabo no lugar que lhe é devido, começamos a perceber que ele vem sendo tratado pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo de maneira completamente equivocada: com honras e glórias.

“Ahn? Como assim, Zágari, tá maluco?”

Não mesmo. Repare que temos dado tanto destaque ao Diabo em nossas vidas que muitas vezes falamos mais dele do que de Deus em nossas orações e em nossos cultos. É um tal de repreender pra cá, expulsar pra lá, manietar, acorrentar, aprisionar… passamos tanto tempo usando os minutos que deveríamos estar dedicando ao Criador dos Céus e da Terra mencionando o Diabo que acabamos tornando nossos momentos na igreja diabocêntricos. E você consegue perceber o que há de mais grave nisso? Repare que quando pegamos o espaço que deveria ser totalmente devotado a Deus (como nossos cultos, nossos devocionais, nossas orações etc) e o usamos para dar espaço ao Diabo estamos fazendo exatamente o que ele queria e que resultou em sua queda: o pomos no lugar de Deus. Ou seja: quando fazemos de Satanás o centro de nossas atenções ele exulta, pois é exatamente o que queria desde o início: usurpar o lugar do Senhor. Nem que seja nas nossas atenções e em nossos pensamentos.

Cultos são momentos que, como diz o nome, servem para cultuar a Deus. Orações servem para relacionarmo-nos com Deus. Se O removemos desses momentos e pomos o Diabo no Seu lugar, pronto: sem percebermos entronizamos Satanás em nossas atividades, deixando o Senhor em segundo plano. Ah, e isso é tudo o que Maligno sempre quis! Veja: “Você, que dizia no seu coração: ‘Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembléia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo’.” (Is 14.13,14).

As nossas orações, então, em vez de representarem momentos de íntimo contato com o Abba, de aproximação com o nosso amado, com aquele que é maravilhoso, em vez de serem oportunidades de nos derramarmos ao Pai nosso que está no Céu, cujo nome é santificado e cujo Reino esperamos ansiosamente… vira um bate-boca com o Diabo e com os demônios. Que desperdício! E isso porque temos a ilusão de que temos de ficar guerreando eternamente contra esse ser que é tão inferior ao nosso amigo Jesus Cristo. Quando na verdade onde a luz brilha as trevas se dissipam.

BATALHA ESPIRITUAL SE GANHA ACENDENDO A LUZ

Quer fazer batalha espiritual? Acenda a luz de Cristo na tua existência. Traga Jesus para o centro de tudo. E ali ele iluminará todos os cantos de sua vida, eliminando todo e qualquer vestígio de trevas. Pronto, a batalha estará vencida. Simples assim. Sem mágicas, sem estratégias, sem abracadabra. Ponha Jesus no centro da tua vida e Ele iluminará teu corpo, alma e espírito. E, com isso, não sobrará espaço absolutamente nenhum para o Diabo agir.

Fico impressionado com grupos que criam “ministérios” onde ensinam sobre mapeamento espiritual, estratégias de guerra e um monte de outras coisas ligadas ao Diabo. Eu mesmo na minha infância de fé participei de alguns, fui a cursos e seminários. Passamos manhãs inteiras discutindo e aprendendo sobre demônios, principados, hierarquias e tantas outras invenções humanas que a Bíblia ignora totalmente. Joguei no lixo manhãs inteiras glorificando o Diabo, tornando-o o centro das atenções, quando poderia estar me devotando ao Cristo que veio à terra para desfazer as obras do maligno (1 Jo 3.8) e que o venceu na Cruz. Aprendi tantas coisas inúteis nesses seminários de batalha espiritual que uma simples leitura bíblica me teria ensinado com muito mais clareza lições infinitamente mais preciosas e eficazes.

Quer saber qual é a forma bíblica de Jesus de lidar com Satanás e os demônios? Pois bem, repare antes de qualquer coisa que é a forma como  alguém muito superior trataria alguém infinitamente inferior. Como um leão trataria um rato. Mateus 8.16 diz a respeito de Jesus: “Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados, e ele expulsou os espíritos com uma palavra”. Repare, uma única palavra!

Jesus não se rebaixava a ficar conversando com demônios. Com uma única palavra os mandava embora. E isso era corriqueiro. Em Marcos 1, Jesus está numa sinagoga quando “justo naquele momento, na sinagoga, um homem possesso de um espírito imundo gritou: O que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus”. Repare que o demônio que possuia aquele homem puxou o maior papo com Jesus. Mas sabe o que o Mestre fez? Não deu a menor trela. Tudo o que ele falou, segundo o versiculo 25, foi: “Cale-se e saia dele!”. Que coisa extraordinária! Repare bem: Jesus não permitiu que o demônio abrisse a boca! Mandou-o se calar. E sair. Só. Sem conversa, sem dar importância nem oportunidade de ele falar ou mesmo “ensinar” doutrinas de demônios. O resultado? O texto diz: “O espírito imundo sacudiu o homem violentamente e saiu dele gritando”. “Cale-se e saia dele”…e ele saiu. Uau.

Esse deve ser o nosso procedimento: cala e sai. Só. E sempre. Luz acesa, trevas dissipadas.

É como se Jesus quisesse dizer: “Tá, já tirei o cabelo da sopa, vamos nos banquetear agora?”. Mas tem gente que prefere ficar aos berros: “Tem um cabelo na minha sopa! Tem um cabelo na minha sopa! Tem um cabelo na minha sopa!”. E assim perde o principal. Que é Deus. A Cruz. A vida eterna. A Igreja. A comunhão dos santos. O amor.

VALORIZAR O DIABO EM NOSSAS CELEBRAÇÕES É DESTRONAR DEUS

A Bíblia é sobre Cristo. O Evangelho é sobre Cristo. Nossa vida cristã é sobre Cristo. Batalha espiritual é um assunto secundário. Se houver demônios os expulsamos e acabou. Se você reparar que está gastando muito do seu tempo lendo sobre eles, falando sobre eles e se preocupando com as sujeiras ligadas a eles é sinal que suas prioridades na vida de fé precisam ser reavaliadas. Cristianismo é sobre viver com Cristo e amar o próximo e não sobre ficar gastando horas e horas com demônios.

Deus não está no mesmo nível que o Diabo. Deus está no apartamento de cobertura e o Diabo, no capacho que dá entrada ao saguão do primeiro piso – pela porta dos fundos  Temos que tirar da cabeça essa ideia infantil de que eles estão no mesmo nível. Deus é criador. O  Diabo é criatura. Deus pode tudo. O Diabo só pode o que lhe é permitido. Deus manda. O Diabo obedece. Deus é vitorioso. O Diabo já perdeu. Deus viverá a eternidade em seu Reino de glória, honra e majestade. O Diabo viverá a eternidade na morte eterna do lago de fogo e enxofre. Deus ama seus filhos. O Diabo perdeu o amor de Deus. Deus merece toda a nossa atenção. O Diabo não merece nem mesmo um post num blog desconhecido como o meu. Logo, como já gastei tempo demais escrevendo sobre essa criatura incômoda que conseguiu fazer com que eu usasse um post do meu blog pra falar dele, nada melhor do que encerrar um artigo sobre o Diabo falando sobre Aquele que de fato merece que falemos dEle: Glória a Deus nas maiores alturas! Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir. (Lc 2.14a; Mt 21.9; Is 6.3; Ap 4.8)

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Leia mais em http://apenas1.wordpress.com/

É Sempre uma Falta de Amor Criticar e Julgar?

criticar“Amor e verdade andam juntos”

Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.

Essa acusação reflete o sentimento pluralista e relativista que permeia a mentalidade evangélica de hoje e que considera todo confronto teológico como ofensivo. Nossa época perdeu a virilidade teológica. Vivemos dias de frouxidão, onde proliferam os que tremem em frêmito diante de uma peleja teológica de maior monta, e saem gritando histéricos, “linchamento, linchamento”!

Pergunto-me se a Reforma protestante teria acontecido se Lutero e os demais companheiros pensassem dessa forma.

É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ou escritas de uma outra forma. Aprendi com meu mentor espiritual, Pr. Francisco Leonardo Schalkwijk, que a sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.

Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.

Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.

Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “… com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio. “… contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância…” (1Co 5.2,6). Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.

Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor” (a figura ao lado é uma representação antiquíssima de João) Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. “Verdade” nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:

– “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).

– “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).

– “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3.8).

– “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).

– “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).

– “… muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo… Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus… Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).

Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?
O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.

O amor, segundo Paulo, “é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Coríntios 13.4-7). Percebe-se que Paulo não está falando de um sentimento geral de inclusão e tolerância, mas de uma atitude decisiva em favor da verdade, do bem e da retidão. Não é de admirar que o autor desse “hino ao amor” pronunciou um anátema aos que pregam outro Evangelho (Gálatas 1). Destaco da descrição de Paulo a frase “O amor regozija-se com a verdade” (1Coríntios 13.6b). A idéia de “aprovar” está presente na frase. O amor aprova alegremente a verdade. Ele se regozija quando a verdade de Deus triunfa, quando Cristo está sendo glorificado e a igreja edificada.

Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão

Billy Graham afirma: Não importa quais pecados você comete, Deus nunca vai te odiar

imagesCAXZIBGNNo “My answer de Billy Graham,” a seção do site da Associação Evangelística Billy Graham, em que o reconhecido evangelista responde às perguntas dos fiéis, ele responde a uma pergunta dizendo “Quaisquer que Sejam Seus Pecados, Deus Não te Odeia”.

A pergunta foi: “Eu pensei que estava fazendo a escolha certa quando deixei minha esposa por outra mulher há muitos anos, mas agora percebo que eu estava pensando apenas em mim mesmo. Deus irá me perdoar? Eu gostaria que ele perdoasse porque me sinto muito culpado, mas duvido que Ele o fará. – N. McC.”

A resposta do evangelista foi que “é isso exatamente o que Deus quer fazer na sua vida,” ressaltando que “Deus não te odeia”.

“Ele te ama tanto que Ele quer você passe a eternidade com Ele no céu. E Ele tornou isso possível, enviando Seu único Filho ao mundo para tirar o seu pecado.”

Graham citou 1 Timóteo 1:15 “Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.”

Ele explicou que Deus nos ofereceu perdão e a salvação como um dom gratuito, livre, porque Jesus já pagou pelos pecados.

“O que Jesus Cristo fez por você? Ele era o Filho de Deus sem pecado -, mas na cruz todos os nossos pecados foram colocados nele, e Ele voluntariamente tomou o julgamento que eu e você merecemos”.

Mas, como qualquer dom, ele afirma, devemos recebê-lo. é isso o que ele exorta a fazer, “através de uma simples oração de fé que confesse seus pecados e peça a Cristo para vir e entrar em sua vida e tirar seus pecados. Ele Ele o fará”.

“Então agradeça a Deus que você agora é Seu filho e que algum dia você vai estar com Ele para sempre”.

Fonte: The Christian Post

John Wesley, uma vida longa em poucas palavras biografia

96067_Wesleypreach470John Wesley nasceu em 1703 e sua infância foi fortemente influenciada por sua mãe, uma mulher rígida e piedosa. Seu pai era um homem difícil de se agradar. Sua mãe acreditava que os desejos das crianças deviam ser subjugados e que eles deveriam ser disciplinados quando não se comportassem. John era o décimo quarto filho.

Ele teria morrido em um incêndio em Epworth Rectory se não tivesse sido arrancado das chamas por um vizinho. Na época tinha sete anos e depois disso sua mãe o lembrou várias vezes que ele era “um tição colhido do fogo”. Mais tarde ele teve a certeza de que tinha sido poupado por um propósito, servir a Deus.

Samuel, o pai de John, era um erudito, que por muitos anos trabalhou em uma obra monumental sobre o livro de Jó. Um pregador severo, para não dizer implacável, uma vez exigiu que uma adúltera andasse nas ruas em sua vergonha. Ele também forçou o casamento de uma de suas filhas depois que ela tentou fugir com um homem que não era o escolhido de seu pai. Com seu pai e sua mãe, John Wesley desenvolveu excelentes hábitos de estudo e também se acostumou com o sofrimento físico.

Em seu país, a Inglaterra, John Wesley foi para Charterhouse School em 1714, para Christ Church College, em 1720, e em 1726 foi eleito membro na Lincoln College em Oxford. Depois de ser pastor auxiliar em Wroote, Lincolnshire, de 1727 a 1729, ele voltou à Oxford não apenas para continuar seus estudos, mas também para começar a viver uma vida mais devota e santa. Muitos outros jovens brilhantes tinham um currículo como o de Wesley, mas poucos tinham a sua dedicação.

Ele dominava pelo menos sete idiomas e desenvolveu uma visão verdadeiramente abrangente em todas as áreas da investigação. Quando ele voltou de Wroote para Oxford, assumiu a liderança de um grupo chamado Holy Club (Clube Santo), iniciado por seu irmão Charles. Lá era onde eles reforçavam a fé através do estudo das Escrituras e buscavam a santidade na vida de cada membro.

O Clube Santo fazia muito mais do que refletir e orar. Eles iam às prisões levar a palavra de salvação aos prisioneiros. Embora eles fossem ridicularizados por seus companheiros de Oxford, de seu grupo de uma classe social mais baixa saíram homens que se tornaram importantes para aquele tempo, particularmente os irmãos Wesley, além de George Whitefield. O modo de vida de John Wesley exigia jejuns periódicos, encontros regulares para estudo e autoavaliação. Somente muito tempo depois foi que ele percebeu que seu grupo seguia mais a letra do que o espírito do cristianismo.

Em 1735 grandes mudanças atingiram John e Charles Wesley. O seu pai morreu e ambos foram para a colônia da Geórgia, nos Estados Unidos, com a bênção e encorajamento de sua mãe. Lá foi uma prova para John, que entendeu que realmente não gostava muito dos índios e sua rigidez não era muito apreciada pelas pessoas da Geórgia. Mas importante que isto, foi o contato de John na sua viagem com um pequeno grupo de morávios. Estes homens e mulheres destemidamente cantavam hinos durante terríveis tempestades no mar, ao mesmo tempo em que o próprio Charles se desesperava. Isso o fez querer conhecer mais sobre a fé que eles demonstravam ter. Em 1737 ele retornou à Inglaterra.

Devemos apreciar a humildade de John Wesley, pois ele podia ser crítico o bastante consigo mesmo para parar suas atividades religiosas naquele momento e pensar que era um ministro experiente demais para examinar sua falta de fé. Peter Boehler, um morávio, deu-lhe a chave – pregar a fé até que ele a tivesse, e então ele pregava a fé. John Wesley lutou com sua falta de fé até 24 de maio, uma quarta-feira, em 1738, no famoso encontro de Aldersgate, foi quando ele teve uma conversão, uma profunda e inconfundível experiência de fé. Seu “coração foi estranhamente aquecido”. Então seu verdadeiro trabalho começou.

Como tinha uma mente brilhante e aberta, John Wesley ainda conseguia retirar os melhores recursos das melhores mentes do seu tempo. William Law, por exemplo, foi seu professor, amigo e mentor por vários anos; mas Wesley achou que um ingrediente importante estava faltando no programa de Law para uma vida devota. Os discípulos de Platão conseguiram comunicar a Wesley uma estrutura intelectual que era mais espiritual do que material, mas os hábitos mentais de Wesley estavam moldados mais pelo modelo de análise de Newton do que pelo platonismo.

Os morávios eram o mais perto de uma síntese de todos os elementos que ele desejava e pôde encontrar. Ele até mesmo visitou Herrnhut para saber como sua comunidade trabalhava. Mas algo estava faltando lá, como em todo lugar, e em 1740, ele e seus seguidores romperam com os morávios, mas não antes que ele tivesse aprendido a pregar sermões ao ar livre, o que veio a ser mais tarde uma parte essencial de seu ministério.

John Wesley tinha 37 anos de idade quando começou a viajar e pregar. Ele frequentemente exagerava o número daqueles que vinham ouvi-lo. Muitas vezes, as mesmas pessoas que precisaram de sua ajuda eram as mesmas que mais o perseguiam. Ele pregava em púlpitos até que fossem fechados para ele, e então pregava nos campos abertos. Ele pregava três vezes por dia, começando às 5 da manhã, uma vez que os trabalhadores poderiam parar para ouvi-lo enquanto andavam para o trabalho.

Algumas vezes ele andava 60 milhas (mais de 90 quilômetros) por dia a cavalo. As condições do tempo não importavam; ele fazia seu programa e o cumpria, não importavam as dificuldades. Ele fugia de uma multidão zangada pulando num lago gelado, nadava para fora dele e continuava a pregar novamente. E tinha uma certa habilidade de trazer as pessoas hostis para o seu lado.

Em 1741 foi para Gales do Sul, para o norte da Inglaterra em 1742, Irlanda em 1747, e Escócia em 1751. No total, foi à Irlanda quarenta e duas vezes e à Escócia vinte e duas vezes. Ele retornou à algumas cidades várias vezes. Houve ocasiões em que ele retornava anos depois de sua última visita e registrava que a pequena sociedade que ele ajudara ainda estava intacta e fiel. Ele examinava cada membro de cada sociedade pessoalmente para buscar crescimento espiritual e de fé. As sociedades então formadas proviam a organização local para seu movimento.

O que Wesley pregava? Santidade, honestidade, salvação, boas relações familiares, vários outros temas, mas acima de tudo a fé em Cristo. Ele não pedia aos seus ouvintes para deixarem suas igrejas, mas para continuarem indo nelas. Ele lhes deu o refrigério espiritual que eles não achavam. Quando suas décadas de provação produziram décadas de triunfo, as multidões aumentaram. Ricos e pobres vinham para ouvi-lo falar. Ele desenvolveu redes de assistentes leigos.

Suas exortações para viver perfeitamente em amor hoje parecem duras, mas considere os efeitos em suas congregações. Os xingamentos nas fábricas pararam, os homens e as mulheres começaram a se preocupar com vestimentas limpas e simples, extravagâncias como chá caro e vícios como o gim foram deixados por seus seguidores, vizinhos deram um ao outro ajuda mútua através das sociedades.

Wesley ensinou tanto pelo exemplo como pelos seus sermões. Ele publicou muitos de seus textos para serem usados em devocionais e direcionou o lucro para projetos, como um local de ajuda para os pobres. Sua vida pessoal estava além de reprovação. Ele traduziu hinos, interpretou as Escrituras, escreveu centenas de cartas, discipulou centenas de homens e mulheres e manteve em seus diários um registro da energia investida, que dificilmente tem um rival na história ocidental. Sua maneira de falar na linguagem do homem comum teve um impacto imensurável no surgimento do inglês moderno, assim como os hinos de Charles Wesley tiveram um grande impacto na música com suas muitas canções sem mencionar a poesia da subsequente era Romântica.

Mas o impacto dos Wesleys nas classes mais baixas foi além de afetar seus hábitos de vida e modo de falar. John Wesley proveu uma estrutura religiosa que era local e pessoal, bem como fortemente moral. Sua teologia não tirava a liberdade e o direito de ninguém, pois qualquer um podia achar a graça de Deus para resistir ao diabo e ser salvo, se tão somente buscasse e recebesse. As sociedades que ele formou preservaram em seus estudos o foco na fé – uma fé que também levou a uma maneira de lidar com a realidade da vida das classes mais pobres. A religião não era só para os ricos, mas Wesley também não estava pregando uma revolta contra o anglicanismo.

O anglicanismo de John Wesley era muito forte, embora os púlpitos anglicanos tornassem-se totalmente fechados para ele. Só quando tinha oitenta e um anos ele permitiu uma pequena divisão entre seus seguidores e a igreja nacional. Tendo já enviado muitos homens à América, em 1784 ele ordenou mais pessoas para este esforço missionário e, porque “ordenação é separação”, efetivamente começou uma nova igreja. O conservadorismo dele era tanto político como religioso. Ele publicou uma carta aberta às colônias americanas, aconselhando-as a permanecerem leais à Grã-Bretanha, logo antes da Revolução Americana. Ele não tolerava nenhuma conversa sobre agitação civil na Inglaterra.

Muito se tem discutido acerca de que outras forças estavam trabalhando na Inglaterra além de Wesley e uns outros poucos pregadores. Por exemplo, a Revolução Industrial que estava vindo progrediu mais rápido na Inglaterra do que em qualquer outro lugar, dando aos homens novos tipos de trabalho; a justiça do Sistema de Paz e o sistema de governo com um Primeiro Ministro eram únicos na sua forma e deram muito mais poder do que era possível em qualquer outro lugar à classe média local e os grandes problemas que poderiam de outra forma causar revolução, simplesmente não estavam presentes na Inglaterra depois de 1750. Ainda assim sem Wesley e seus seguidores como poderia o ateísmo, tal como existia entre os camponeses franceses, ser evitado e como poderia uma classe inferior oprimida e dominada pelos vícios, ter esperança?

John Wesley morreu em 2 de março de 1791, cerca de três anos depois de seu irmão Charles. Até seus últimos anos, ele colocou a mesma frase de abertura em seu diário, como fazia a cada ano no seu aniversário, agradecendo a Deus por sua longa vida e sua contínua boa saúde, afirmando que sermões pregados de manhã logo cedo e muita atividade ao ar livre o mantiveram em forma para a obra de Deus. Desde o momento em que ele tornou-se livre de influências, exceto a de Deus, ele teve cinquenta anos de serviço constante e fez um bem imensurável à Inglaterra através da perseverança, resistência e fé. Seu legado não se limitou ao seu século ou país, mas sobrevive até hoje na fé de milhões em várias igrejas ao redor do mundo.

A seguinte frase foi escrita em seu diário em 28 de junho de 1774:

Sendo hoje meu aniversário, o primeiro dia do septuagésimo segundo ano, eu estava pensando como posso ter a mesma força que tinha trinta anos atrás? Que a minha visão esteja consideravelmente melhor agora e meus nervos mais firmes do que eram antes? Que eu não tenha nenhuma enfermidade da velhice, e não tenha mais aquelas que tive na juventude? A grande causa é, o bom prazer de Deus, que faz o que lhe agrada. Os meios principais são: meu constante levantar às quatro da madrugada, por cerca de cinquenta anos; o fato de geralmente pregar às cinco da manhã, um dos exercícios mais saudáveis do mundo; o fato de que nunca viajo menos, por mar ou terra, do que 4500 milhas (mais de 6.750 km) por ano.

Copyright © 2011 por Christianity Today International

As duas pessoas que poderiam condenar a mulher em adultério .

mulher-triste

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Nenhum dos que pediam a sua condenação estava em condição de condená- la”

João 8:3-11
“Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.”

Os fariseus não estavam preocupados em diminuir os casos de adultério em Israel. Queriam “pegar” Jesus. E, para isso, não tiveram escrúpulo em usar um ser humano, expondo ao público, o que deveria ser tratado, primeiro, em privado. Observavam Jesus, já há algum tempo, sabiam que ele não ordenaria uma execução. Esperavam que ele, simplesmente, se negasse a cumprir a lei e, pronto, teriam como acusá-lo de descaso e de desrespeito à lei. Bom é que se diga que a lei não funcionava assim. E estava faltando o parceiro. Jesus os surpreendeu! É como se Jesus tivesse dito: Ok! Quem não tiver pecado digno de morte, que mate a moça. Sim, porque não seriam constrangidos senão por pecados tão graves quanto o pecado da moça.

Quantas pessoas poderiam condenar essa mulher? Apenas duas pessoas poderiam condenar essa mulher: Nenhum dos que pediam a sua condenação estava em condição de condená- la: estavam carregados de seus próprios pecados; foram saindo à medida em que iam sendo levados à consciência de sua carga pessoal. Uma das pessoas que podiam condená-la era Jesus de Nazaré, ele não tinha carga alguma. Ele não a condenou. Disse-lhe não a condenava, embora o pudesse, e que fosse embora e não pecasse mais. A outra pessoa que a podia condenar era ela mesma. Como? Não se perdoando. Disso, inclusive, dependeria o fato de se ela venceria o pecado que a assediava. Porque se ela não se perdoasse voltaria ao erro só para deixar claro que estava certa sobre si mesma, que não deveria ser perdoada. Isso não é verbalizado, mas a falta de perdão pessoal cobra o preço da não libertação. Quem não se perdoa? Quem acha que não merece ser perdoado. Qual o equívoco? Não entender que só merece ser perdoado quem não precisa de perdão. Quando é dito que alguém merece ser perdoado, o que, de fato, está sendo dito, é que ele tinha atenuantes ou razões, isto é, que seu pedido de desculpas deve ser aceito. Perdão é diferente de aceitar desculpas. Perdão é para quem não tem desculpas, razão ou motivo para apresentar. Perdão é oferta de Deus, que a gente recebe e distribui, a começar de nós mesmos.

Jesus não a condenou à pena capital, porque, para Jesus, ela havia adulterado, mas não era adúltera. Classificá-lá como adúltera era dizer que a natureza dela havia sido subtraída, e que não havia mais saída. Aí a pena capital era natural, porque se a natureza não pode mais ser vencida pelo amor de Deus, não há porque manter tais pessoas assim. Mas Cristo não vê assim! Quando o Cristo disse à mulher para ir e não pecar mais, estava declarando que ela havia errado, mas que isso não fazia dela um erro. O Cristo via nela um ser humano que ninguém mais via, talvez nem ela mesma. O Cristo oferecia-lhe perdão e oportunidade.

A força do Cristo é dispensada aos que aceitam o seu perdão. Quem é perdoado deve, também, se perdoar para que essa força possa ajudá-lo. Se a gente não se perdoa, volta, ainda que num caminho inconsciente, à prática do erro, como a dizer que Deus está errado quando nos perdoa, que é o nosso erro e não o amor dele que fala de quem nós somos. Isso é tentar colocar-se fora da possibilidade do amor de Deus. E a gente se perdoa num gesto de concordância com Deus. É algo como: Deus me perdoou no Cristo, logo, esse erro não me define, eu sou o que Deus vê em mim, e é para esse ser humano em Cristo que eu vou. Deus vê em nós mais do que os nossos erros. E Deus está sempre certo. Todo ser humano, pela graça, pode começar de novo. A gente, independente de quantas vezes erra, deve sempre buscar o perdão e retomar a caminhada proposta pelo Cristo. A gente nunca deve desistir de encontrar o ser humano que Deus vê em nós.

Fonte: Blog do Ariovaldo Ramos

Inimigos da Oração

ORAOES~1“Antes de tudo, pois exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” 1 Tm 2.1-4

 

Há seis terríveis armas, que o diabo utiliza, para paralisar as asas de oração dos filhos de Deus.

1º Cansaço

O Cansaço paralisante, que te impede de orar sem cessar. Mas, justamente na oração podes dominar essa fadiga desnatural, pois a Bíblia diz: “Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças. Faz forte ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor” Is 40.31 a,29. Atira-te na corrente da oração. Ali encontrarás o verdadeiro e genuíno descanso.

2º Distração

Não consegues concentrar-te. Outros pensamentos te assaltam. Durante a oração, percebes assustado que teus pensamentos estão longe. Essa arma do inimigo fica sem efeito com a oração em voz alta. Davi diz no Salmo 55.16-17: “Eu, porém, invocarei a Deus, e o Senhor me salvará. À tarde, pela manhã e ao meio-dia farei as minhas queixas e lamentarei; e ele ouvirá a minha voz”. Filho de Deus, ora em voz alta e inteligível, então os poderes da distração não terão influência sobre ti!

3º Intranqüilidade interior

Uma intranqüilidade inexplicável domina-te. Justamente essa intranqüilidade só pode ser removida na oração. Seja qual for a origem – pecado, nervosismo ou incredulidade – A Bíblia diz: “Confia os teus cuidados ao Senhor, e ele te susterá: jamais permitirá que o justo seja abalado” Sl 55.22. E continua: “Porque estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu”
Sl 42.11. Ouve: somente na oração recebes ajuda também quanto a essa situação.

4º Pressa

A arma que satanás usa com maior sucesso, contra muitos que querem orar, é a pressa. O que a Escritura diz em Eclesiastes 8.3? “Não te apresses em deixar a presença dele”. Qual o motivo da tua pressa? A quantidade de serviço! Não vês fim no teu trabalho. Mas justamente e somente na oração, cria-se as condições para o melhor e mais rápido termino do trabalho. Quando mais oras, tanto mais trabalhas. Sei que isso PE contra a nossa lógica, mas a experiência de milhares confirma-o, e a Bíblia o diz em Isaias 55.2-3 a : “ Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão; e o vosso suor naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom, e vos deleitareis com finos manjares, Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi e a vossa alma viverá”. Pela tua oração constante, tuas tarefas diárias ficam envoltas nas fontes de poder divinas. Percebes admirado que o tempo que passaste em oração fervorosa foi o melhor utilizado, e a terrível arma da pressa fica sem efeito.

5 º Desânimo

O desânimo é uma arma que paralisa muitas pessoas de oração. Desânimo significa: não olhar longe o suficiente. A Bíblia diz: “Olhando firmemente para Jesus”. Isso significa: não olhar para o visível e sim olhar para Jesus – olhar na oração! Estás desanimado por causa da tua fraqueza, desanimado por causa das tuas derrotas, desanimado por causa de situações tristes. Paulo diz em 2 Coríntios 4.8 “Em tudo somos atribulados, porém, não angustiados; perplexos, porém não desanimados”. Por quê? Ele orava. Isaías diz: “Fortalecei as mãos frouxas, e firmai os joelhos vacilantes. Dizei aos desalentados de coração: Sêde fortes, não temais. Eis o vosso deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem e vos salvará” Is 35.3-4. Só há uma maneira de afastar o desânimo: Através da oração sincera. Enquanto escrevo, parece-me que poderes ocultos querem impedir-me de escrever aquilo que ocorre. Eu sei que Satanás tenta tudo para desanimar-te para que não possas crer que a oração abre as eternas fontes de poder de deus. Mas, pelo nome de Jesus também esses poderes foram vencidos. Digo aos corações desalentados: Orem! Façam hoje um novo começo! Digam alto: Escolho a vontade de Deus e recuso a vontade de Satanás, pelo nome de Jesus. A vontade de deus é que tu ores; a vontade de Satanás, que não ores.

6º Indolência

A indolência é uma arma maliciosa, que Satanás usará contra aqueles que querem tornar-se pessoas de oração. É a arma da carne, da impotência. Tu te ajoelhas, queres orar; mas não sai quase nenhuma palavra. É tudo tão difícil. A carne não consegue orar. Como podes ficar livre dessa terrível inércia e dessa impotência? Aqui está a resposta: Ora com a Bíblia! Lê sempre de novo, em voz alta, as promessas que falam da oração. Jesus disse: “Pedi, e dar-se-vos-a; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á” Mt 7.7. Diz ao Senhor: não consigo pedir, mas tu dizes na tua Palavra que devo fazê-lo, e isso perseverantemente. Mostra-lhe toda a tua miséria. Não te cala! E enquanto falas com ele sobre isso e lês sua Palavra, perceberás repentinamente como a faísca da oração te atingiu, tua inércia desaparece, e podes chegar até ao trono da graça.

Jesus, ajuda a vencer, quando tudo desaparece,

quando vejo somente minha própria ruína,
quando não encontro poder para orar,
quando sou como um animal assustado.
Ó Senhor, queiras no íntimo das almas
unir-te aos mais profundos gemidos.

IGREJAS SE TORNARAM SUPERMERCADOS

119663_0792692001192527949-non-todo-o-mundo-pode-encher-o-carrino-do-supermercado-imaxe-fao“Há diferença em pregar a palavra e sobre a palavra. O pregador não tem autoridade para criar a palavra. Ela é mensagem de Deus. Precisamos de uma nova reforma, voltar às escrituras.” Estas foram às primeiras palavras do reverendo Hernandes Dias Lopes durante sua palestra sobre Pregação Expositiva no 38º Congresso da Sepal, em Águas de Lindóia (SP).

                Em uma platéia formada por pastores e líderes de todas as regiões do Brasil, o pastor presbiteriano citou que a Pregação Expositiva é a melhor forma para uma Igreja em crise. Segundo este modelo evita dois extemos: Corrige a Numerolatria e Numerofobia. “O pastor prágmatico não pergunte se é certo. Ele pergunta se dá certo. Muda-se a verdade em busca de resultados.”

                Para ele a Igreja está se transformando em um supermercado. ”Os bancos determinam o que o púlpito vai pregar. O evangelho não é um produto de marketing. Deus não quer fã, quer discipulos. O papel do pregador não é agradar o auditório. A verdade nem sempre é popular.”

                Ele enumerou ainda as vantagens da Pregação Expositiva. “ Ela evita quatro perigos:Liberalismo Teológico, Sincretismo Religioso, Ortodoxia morta, Superfialidade“A maioria dos seminários estão recheados de professores com liberalismo teológico. As igrejas históricas se casaram com liberalismo teológico.” Ele encerrou com uma orientação: O sermão precsa criar uma ponte entre Deus e o Povo.Se quiser alimentar sua igreja estude.”

Musculação espiritual . “Qual é o equipamento da academia divina da fé?”

bombado“Qual é o equipamento da academia divina da fé?”

Então, o que acontece quando te pedem para esperar? A espera é, para você, um tempo para fortalecimento ou enfraquecimento? Você já parou para refletir o porquê de Deus te pedir para esperar? Deixe-me apontar um dos propósitos para isso.

Quando Deus te pede para esperar, o que acontece com seus músculos espirituais? Enquanto espera, seus músculos espirituais crescem e se fortalecem, ou ficam flácidos e atrofiados? Esperar pelo Senhor não significa que Deus te esqueceu, te abandonou ou não está sendo fiel ao que prometeu. Na verdade, Deus está te dando tempo para considerar Sua glória e crescer na fé. Lembre-se, esperar não é só sobre o que você está visando ao fim da espera, mas também no que você se torna enquanto espera.
A espera sempre se apresenta a mim como um momento de escolha espiritual. Vou me permitir questionar a bondade de Deus e progressivamente enfraquecer na fé, ou vou abraçar a oportunidade de fé que Deus está me dando e fortalecer meus músculos espirituais (veja o Salmo 27.4).
É muito fácil questionar sua cosmovisão quando você não tem certeza do que Deus está fazendo. É muito fácil permitir que a dúvida surja quando você precisa esperar. É muito fácil abandonar bons hábitos e estabelecer novos hábitos que enfraquecem os músculos do coração. Deixe-me sugerir alguns hábitos característicos da falta de fé que fazem com que a espera seja um tempo de enfraquecimento, ao invés de fortalecimento. Esses são maus hábitos que todos nós somos tentados a praticar.
Abrir espaço para dúvida. Existe uma linha tênue entre as dificuldades da espera e abrir espaço para dúvida. Quando você é chamado para esperar, você precisa fazer algo que não estava nos seus planos, logo, é algo que você tem dificuldade para ver como bom. Como você está naturalmente convencido de que o que você deseja é certo e bom, não parece muito amoroso lhe pedir que espere. Está vendo o quão tentador é começar a questionar a sabedoria, a bondade e o amor de Deus? É tentador, na frustração da espera, realmente começar a acreditar que você é mais sábio que Deus.
Abrir espaço para raiva. É muito fácil olhar ao redor e começar a pensar que os caras maus estão sendo abençoados e os caras bons estão sendo esmagados (veja o Salmo 73). Haverá tempos em que simplesmente não parece certo que você precise esperar por algo que obviamente parecer ser o melhor para você. Parecerá que você está sendo enganado, e quando isso acontece, parece correto ficar com raiva. Por causa disso, é importante entender que a raiva que você sente nesses momentos é mais do que raiva das pessoas ou circunstâncias que são as causas visíveis da sua espera. Não, sua raiva é, na verdade, com Aquele que está no controle das pessoas e das circunstâncias. Você está, de fato, abrindo espaço para o pensamento de que você está sendo enganado por Deus.
Abrir espaço para o desencorajamento. É aqui que eu começo a deixar meu coração fugir em meio aos “se ao menos ______”, “e se _______” e aos “o que será que vai acontecer se ______”. Eu começo a pensar sobre o que vai acontecer se meu desejo não se realizar logo, o que será que vai acontecer se ele não re realizar de qualquer forma. Esse tipo de pensamento me faz sentir como se minha vida estivesse fora de controle. E eu penso que minha vida está fora de controle porque eu esquecido gracioso e sábio controle de Deus sobre cada momento da minha existência. Ao invés de preenchido de alegria, meu coração se torna cheio de preocupação e temor. Qualquer tempo livre é gasto pensando no terrível futuro, e com isso vem, como sempre, todo aquele desencorajamento.
Abrir espaço para inveja. Quando estou esperando, é muito tentador olhar por cima da cerca e desejar a vida de alguém que não parece ter sido chamado à espera. É muito fácil adotar o estilo “eu queria ser aquele cara” de viver. Você não é capaz de abrir espaço para a inveja sem questionar a sabedoria e o amor de Deus. A lógica é a seguinte: se Deus realmente te ama como ele ama o outro cara, você teria o que o outro cara tem. Inveja tem tudo a ver com se sentir esquecido e abandonado, em conjunto com um desejo de possuir o que o seu vizinho tem.
Abrir espaço para a procrastinação. O resultado de abrir espaço para todas essas coisas é a falta de atitude. Se Deus não é tão bom e sábio quanto eu achava que era, se ele mantém afastadas dos seus filhos as coisas boas, e se ele favorece apenas alguns, por que eu vou continuar a buscá-lo? Talvez todos esses hábitos de fé não estejam me ajudando em nada; talvez eu esteja me enganando.
Infelizmente, esse é o caminho que muitas pessoas seguem quando estão esperando. Ao invés de crescer na fé, a motivação para o exercício espiritual é destruída pela dúvida, raiva, desencorajamento e inveja, e os músculos da fé que já foram robustos e fortes agora estão atrofiados e fracos.
A realidade da espera é que ela é uma expressão da bondade de Deus, não uma prova empírica contra de que Ele não é bom. Ele é sábio e amoroso. Seu tempo sempre está correto, e Seu foco não é no que você vai experimentar e aproveitar, mas no que você vai se tornar. Ele está comprometido a usar todas as ferramentas à Sua disposição para te resgatar de si mesmo e te moldar à semelhança de Seu Filho. O fato é que esperar é uma das Suas principais ferramentas de molde.
Então, como você exercita seus músculos espirituais durante a espera? Bem, você deve se comprometer a resistir àqueles hábitos de falta de fé e, com disciplina, buscar uma rotina rigorosa de exercício espiritual.
Qual é o equipamento da academia divina da fé? Aqui estão algumas coisas que ele designou para que você possa exercitar os músculos do seu coração e fortalecer sua motivação: o estudo regular da Palavra; comunhão divina consistente; busca da glória de Deus na criação diariamente; se colocar sob pregação e ensino de qualidade das Escrituras; investir seu tempo mental livre na meditação sobre a bondade de Deus (quando você vai dormir, por exemplo); a leitura de bons livros cristãos; e gastar grandes períodos de tempo em oração. Todas essas coisas resultam em força e vitalidade espiritual.
Deus está te pedindo para esperar? Então, o que está acontecendo com seus músculos?

Crianças ricas, mas abandonadas por seus pais

imagesCAVLIKSDMADRI (Espanha) – Mais e mais adolescentes de famílias ricas entram em centros de detenção supervisionada (uma espécie de Fundação Casa, antiga Febem, da Espanha), devido à falta de cuidado dos pais. Alguns ficam marcados como rebeldes sem causa. A maioria é formada por crianças de boas famílias, mas incapazes de conviver em sociedade e acabam cometendo crimes dos mais variados tipos. Uma situação que, na maioria dos casos, tem início com o descuido dos pais, em grande medida ausentes na vida dos filhos.

Os jovens acabam longe de casa e com futuro incerto. Com isso, cabe aos assistentes sociais ajudar a resolver esses casos complicados. Betes Branco, chefe da clínica de Madrid Psiceduca, afirma que a vítima é sempre o jovem.

” Quanto mais você adiar o problema menos chances de se encontrar uma solução, pois eles vão ficando mais velhos e difíceis de serem trabalhados.Estas são situações complicadas, mas que podem ser tratadas com razoável chance de sucesso. As terapias são longas, com alto custo e às vezes levam muito tempo”.

O gatilho é muitas vezes um comportamento errado dos menores seguido de falta de sensibilidade dos pais para tratar o assunto. “Meu filho é uma encrenca, não está indo na escola, parou com tudo. É agressivo, insulta-nos e até mesmo ameaça nos agredir. Vivemos num inferno”. Estas são algumas das palavras usadas pelos pais para explicar a convivência nos lares. Eles se sentem como vítimas em primeiro lugar. Depois da terapia, no final, eles assumem que deram tudo, exceto o seu tempo.

Fonte: El Pais

Os Urubus Gospels da Internet .

vulture-1_200_200“O profeta sente dor em mostrar os erros.”

Tenho visto essa categoria aumentar a cada dia, e tenho que confessar que preciso lutar contra mim mesmo para não tornar-me um deles!

Os profetas sempre tiveram um papel fundamental no judaísmo e, no cristianismo, são como torres de vigias, quase nunca se encaixam nos padrões dos “sacerdotes” e estão lá para falar na cara os erros dos falsos profetas, sacerdotes, intérpretes. Os erros do povo de Deus.

Mas existe uma grande diferença entre um profeta e um cara que só gosta de criticar, o profeta é um cara que não se conforma com o erro, mas que ama muito a quem ele está criticando.

Certa vez ouvi a história de uma profetiza que entrou no gabinete pastoral e falou: Pastor, Deus vai destruir a nossa cidade esta semana por causa dos nossos pecados!

O pastor se levantou e olhou nos seus olhos e declarou: Isso que você esta profetizando é falso! E ela com os olhos arregalados perguntou o porque ele falava isso. Ele respondeu: Porque se você fosse profeta de Deus e esta mensagem fosse dele, você falaria isso com lágrimas nos olhos!

Nem sei se esta história é verdadeira, mas ela ensina algo que é muito verdadeiro: o profeta sente dor em mostrar os erros dos da sua casa. Não é prazeroso para ele, ele o faz porque Deus mandou e não tem saída, ele tenta sempre trazer o conserto e a reconciliação.

Com a internet, a voz dos que não eram ouvidos ganhou uma chance, mas com esta chance veio todo o tipo de “profeta” e frustrados religiosos.

Se você varre a sua casa e joga o lixo fora, você é uma pessoa que está se importando apenas coma a casa limpa. Mas se você vai com o seu lixo até o lixão e fica por lá observando os outros lixos, aí então você deixou de se importar com a casa e se encantou pelo lixo.

É isso que tenho visto em alguns blogs, vídeos, twitters aqui na internet. Pessoas que já saíram de casa para morar no lixão, onde ficam mexendo nos lixos gospels para encontrar os mais fedorentos e guardar para sua coleção. Assim, ficam o tempo todo mostrando aberrações gospels e se divertindo com o que Deus se entristece.

Apenas Urubus gostam de ficar o tempo todo em lixões ao redor das carniças. Este tipo de material não traz vida, não traz mudança social e religiosa, mas sim entretenimento bizarro, e isso os profetas nunca fizeram.

Tenho que confessar, eu sou por criação um cara muito crítico, mas não quero transformar meu blog, meu Twitter, minhas peças ou pregações em um lixão onde não me importe mais com a limpeza da casa e sim em sobreviver da carcaça de quem já esta morto. Deus me ajude a criticar com amor e a não perder o foco!

Ter religião diminui as chances de jovens e adolescentes terem relações sexuais, aponta estudo

namNíveis mais elevados de religiosidade entre adolescentes aumentam de forma dramática a probabilidade de que eles permanecerão virgens durante o colegial e a faculdade, concluiu recente estudo. O estudo, intitulado “Religiosity, Self-Control, and Virginity Status in College Students from the ‘Bible Belt*’” (Religiosidade, Domínio Próprio e Situação de Virgindade entre Estudantes Universitários Oriundos do ‘Cinturão Bíblico*’) e publicado na edição de setembro de 2010 da Revista de Estudo Científico da Religião (Journal for the Scientific Study of Religion), revelou que para cada aumento de número em sua escala de religiosidade, a probabilidade de um rapaz permanecer virgem aumentava com um fator de 3,86. Para as moças, a probabilidade pulava num fator de 4,13.
Para determinar a religiosidade, o estudo pediu que os participantes avaliassem o nível de sua frequência aos cultos religiosos, frequência de oração, frequência de leitura de textos religiosos e a importância da religião em suas vidas. A fim de encontrar números suficientemente elevados de jovens com envolvimento religioso, o estudo examinou universidades na região do Cinturão Bíblico do Sul dos Estados Unidos.

Outras estatísticas mencionadas no estudo camuflam a afirmação muitas vezes repetida por organizações pró-aborto e pró-contracepção de que os adolescentes inevitavelmente se engajarão em atividade sexual. Nacionalmente, 53% dos estudantes do ensino secundário permanecem virgens no fim de seu último ano de colegial, e embora a estatística nacional caia vertiginosamente para os estudantes universitários, o estudo revelou um índice de 40% nas escolas do Cinturão Bíblico, onde os jovens têm muito mais probabilidade de virem de ambientes religiosos. Em universidades religiosas particulares, esse número subiu para 47%.

O resultado mais preocupante para os defensores da moralidade sexual foi a percentagem de estudantes universitários que havia se engajado em sexo oral: 73,5%, refletindo uma tendência nacional entre adolescentes de se evitar as consequências do intercurso sexual natural por meio da participação de condutas não naturais.

Fonte: Notícias Pró-Família

CONSAGRAÇÃO

paulo_nos_falaPorque fostes comprados por preço, agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (I Co 6:20)

Fomos comprados

A Bíblia nos fala sobre o profeta Oséias e seu casamento com Gômer. Ele a amava    e tiveram três filhos: Jezreel, Lo-Ruama e Lo-Ami. Entretanto o seu casamento com Gômer era um exemplo vivo da realidade espiritual do povo de Israel. O povo tinha o coração longe do Senhor, seu Deus, e buscava deuses falsos. Enquanto Oséias amava sua esposa e se dedicava ao lar, Gômer tinha seu coração longe da família e bem distante do amor de seu esposo.

Aconteceu o inevitável: Gômer seguiu o caminho da lascívia e da prostituição. Ela abandonou o lar, deixando os filhos sozinhos e seu lar em tristeza profunda. Com o passar do tempo, ela se endividou com os prazeres do mundo e foi parar no mercado de escravos. Foi então comprada por quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada. Oséias a comprou para si e a trouxe para casa, com toda alegria. Pediu-lhe que ela se purificasse para ele. Foi uma experiência singular, e ela, arrependida, entendeu o quanto era amada e precisava corresponder ao amor de seu marido.

Esta história bíblica é um grande exemplo do amor de Deus por nós. Deus criou o homem em santidade e pureza, mas o homem preferiu o pecado, havendo, então, uma ruptura drástica entre ele e o Criador. O homem começou a viver afastado de Deus, como escravo do pecado, oprimido pelas trevas, colocado no mercado, sem a dignidade com a qual fora criado. Então, o Senhor nos comprou novamente para si.
Onde estaríamos hoje, se não fosse este grande amor? Esta verdade nos faz perceber e confirmar que o Senhor é o nosso dono: Ele nos tirou do mercado de escravos, nos tornou livres – nos comprou por alto preço (I Pe 1:19; I Co 6:20).

É importante pensarmos que Jesus foi avaliado pelo preço de uma escrava, 30 moedas de prata. Ele, porém, valia mais que o mundo inteiro – pois Ele mesmo é o criador de todas as coisas. Entretanto, ali na cruz, o Senhor trocou as etiquetas de preço, e passamos a valer mais que o mundo inteiro, aleluia!

Amor de Deus e Consagração Pessoal

É maravilhoso compreender essa verdade: “Deus nos amou e deu seu Filho para morrer na cruz em nosso lugar”. Ao perceber que fomos comprados por tão alto preço, o nosso coração precisa responder também a esse amor (Jo 3:16).


Mergulhar nesse amor é experimentar a verdadeira vida e isto nos leva à consagração total.

O Conde Zinzerdorf teve sua experiência de conversão ao contemplar uma pintura retratando o Senhor Jesus pendurado na cruz. O artista conseguiu colocar no olhar de Jesus tamanha vida que transmitiu a mensagem do evangelho. Foi dado o seguinte nome ao quadro: “morri na cruz por ti, que fazes tu por mim”? Com estas mesmas palavras foi composto um antigo hino, trazendo esta reflexão para o coração do crente: “o que temos feito pelo Senhor em troca de tão grande amor”?

O significado da consagração a Deus:

Consagração é o oferecimento de culto a Deus. É um ato de adoração profunda e sincera. Consagrar-se é apresentar-se diante de Deus com as mãos cheias. É ter o que oferecer ao Senhor. O ato de se consagrar ao Senhor significa oferecer-se a Deus para ser apenas um servo, em sacrifício vivo, santo e agradável. Paulo nos diz isto em Rm 12:1: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.
Podemos perceber que de maneira tríplice nós nos tornamos propriedade de Deus: 1) porque Ele nos criou (Sl 24:1); 2) porque Ele nos amou e comprou com o sangue precioso de Jesus (I Pe 1:19); 3) porque nós o amamos e nos entregamos a Ele em consagração total, nos demos como “sacrifício vivo” ao Senhor (Rm 12:1).

O alvo supremo da consagração

O alvo supremo da consagração é o serviço ao Senhor. O “sacrifício vivo” ficava na presença do sacerdote por tempo indeterminado: no caso de animais, poderia ficar para o serviço do campo ou poderia ser oferecido a Deus em holocausto a qualquer momento.
Em termos humanos, temos o exemplo de Samuel, que foi um sacrifício vivo, oferecido por sua mãe, Ana, e seu pai, Elcana. Samuel cresceu na presença de Deus desde pequeno, morando no templo e obedecendo às orientações do sacerdote Eli. Foi chamado para o serviço profético e sacerdotal, e serviu também como juiz e líder em Israel.
Todo crente deve ser um servo. Deve estar pronto a cumprir a vontade do Pai Celestial. Deve amar como Jesus amou. Deve estar ligado ao “corpo de Cristo” e viver em santidade e prontidão para o Senhor.
Quando compreendemos o valor que temos para Deus, o preço que custamos para Ele, o propósito que Ele tem para nossas vidas, então, há grande alegria em dizer: “eis-me aqui, Senhor. Envia-me a mim”.
Você já disse isto ao Senhor? Você já se consagrou inteiramente a Ele?

Leia os textos e medite: Is 6:1-8; Sl 24: 1-2; Sl 16:2-8; At 20:18-36; I Jo 3: 9-16.

Desafios:

1.Separe cânticos de consagração e cante-os de todo o coração nesses dias.
2.Coloque diariamente seus alvos para o ano de 2007 diante do Senhor e ore por sua vida espiritual e seu crescimento na graça e comunhão com o Senhor.
3.Faça uma consagração específica de cada parte de seu corpo para o uso exclusivo de Deus. Proclame que seus ouvidos pertencem somente a Ele, sua boca falará a sua bendita Palavra (evitando palavras vãs, torpes; a mentira, a ira, a falsidade, a vaidade, etc). Suas mãos e seus pés estarão dispostos a ir e fazer apenas o que o Senhor ordenar, aleluia!
4.Venha aos cultos com toda a família e consagre seu lar, seus filhos a Deus.
5.Seja sensível ao chamado do Senhor, estando pronto para obedecer: sendo um intercessor; fazendo tudo em atitude de adoração e levando a Palavra do perdão e da salvação às pessoas com quem você convive.

Billy Graham faz alerta a todos os evangélicos: “não sejamos vítimas de nosso próprio sucesso”

grahamMesmo com sua luta com dificuldades de audição, visão e outros problemas de saúde na sua nona década, Billy Graham continuou a fazer o que ele fez com todos os presidentes americanos desde Harry Truman. No ano passado, se reuniu e orou com o presidente Obama e, em dezembro, se encontrou novamente com o ex-presidente George W. Bush. Mas se ele pudesse voltar e fazer tudo de novo, ele disse ao Cristianismo Hoje, que se teria mantido afastado da política.

Desde a morte de sua esposa há quase quatro anos, ele passa a maior parte de seu tempo em sua casa em Montreat, Estados Unidos. Embora raramente apareça em público, seu filho Franklin Graham disse o pai gostaria de pregar novamente, mas a data não está confirmada. Leia abaixo algumas das perguntas feitas pela Christianity Today, a Billy Graham:

– Que conselho o senhor daria para as pessoas que estão envelhecendo?
– Primeiro, aceite como parte do plano de Deus para sua vida, e agradeça-lhe todos os dias pelo dom da vida daquele dia. Nós olhamos para a velhice como algo a ser temido, e é verdade que não é fácil. Eu não posso dizer honestamente que gosto de ser velho incapaz de fazer a maioria das coisas que eu costumava fazer, por exemplo, e ser mais dependente dos outros. A velhice pode ser um momento solitário, a filhos espalhados, cônjuge e amigos que se foram.

Mas Deus tem um motivo para nos manter aqui (mesmo que nem sempre entendamos isso), e precisamos recuperar a compreensão da Bíblia de vida e longevidade como dons de Deus e, portanto, como algo bom. Várias vezes a Bíblia menciona pessoas que morreram “em boa velhice “. Então, parte do meu conselho é aprender a estar contente, o que só vem quando aceitamos a cada dia como um dom de Deus. As palavras de Paulo são verdadeiras em cada etapa da vida, mas especialmente à medida que envelhecemos “piedade com contentamento é um grande ganho” (1 Tm 6.6).

A outra parte do conselho que eu daria é o outro lado da moeda, por assim dizer. É assim: à medida que envelhecemos, devemos focalizar não só o presente, mas mais e mais sobre o céu. Este mundo, com todas as suas dores e tristezas não é nosso lar definitivo. Se conhecemos a Cristo, sabemos que temos “uma herança que jamais poderá perecer. Temos reserva nos céus para vós” (1 Ped. 1:4). Eu sei que não vai demorar muito para eu estar indo para lá e estou ansioso por esse dia. Céu nos dá esperança e faz com que as nossas cargas presentes sejam mais fáceis de suportar.

O que senhor diria para os filhos que têm pais idosos?
Quando somos jovens geralmente não pensamos muito sobre envelhecer, ou sobre os nossos pais envelhecerem. Não pensamos nada sobre isso. Mas isso vai acontecer, se eles viverem o tempo suficiente. Então, a primeira coisa que eu diria para aqueles cujos pais estão envelhecendo é estarem preparados para isso, e aceitarem o que lhe traz responsabilidades.

Então sejam pacientes com eles, que podem não ser capazes de fazer tudo que já fizeram, mas isso não significa que são necessariamente impotentes ou incompetentes. E estejam atentos às suas necessidades, incluindo as emocionais e espirituais. Às vezes, eles só precisam saber que você está lá, e que você se importa com eles. Seja sensível também. Tenho visto crianças se tornarem insensíveis ao lidarem com seus pais que estão envelhecendo, isso só causa ressentimentos e mágoas. Por outro lado, pode tornar-se necessário intervir e insistir que lhe entreguem as chaves do carro, ou deixá-lo lidar com suas finanças, ou mesmo arranjar um lugar onde eles terão melhor atendimento. Eles podem resistir e você precisa se colocar no lugar deles e perceber o tumulto que essas alterações podem causar-lhes. Mas eles precisam perceber que você está fazendo isso porque os ama e quer o melhor para eles. E orar por eles, para que experimentem a paz e o conforto de Deus à medida que envelhecem. Algum dia você vai estar lá também, e o que você faz agora vai ser exemplo para seus filhos.

Se você pudesse voltar, faria algo diferente?
Sim, claro. Eu passaria mais tempo em casa com minha família, e eu estudaria mais e pregaria menos. Eu não teria realizado tantas palestras, incluindo algumas das coisas que eu fiz ao longo dos anos que provavelmente não precisaria ter feito, como casamentos e funerais, coisas assim. Sempre que eu aconselho alguém que sente o chamado para ser evangelista, os oriento a guardarem o seu tempo.

Eu também teria se mantido afastado da política. Eu sou grato pelas oportunidades que Deus me deu para ministrar às pessoas em lugares elevados, pois as pessoas no poder têm necessidades espirituais e pessoais, como todos os outros, e muitas vezes eles não têm ninguém para conversar. Mas olhando para trás, sei que às vezes cruzei a linha, e eu não faria isso agora.

Quais são as questões mais importantes para os evangélicos de hoje?
Eu sou grato pelo o ressurgimento evangélico que temos visto em todo o mundo no último meio século ou mais. Ele realmente foi obra de Deus. Não era assim quando eu comecei, e estou espantado com o surgimento de novos seminários evangélicos e de organizações e igrejas, uma nova geração de líderes comprometidos com o evangelho, e assim por diante. Mas o sucesso é sempre perigoso, e precisamos estar atentos e evitar que nos tornemos vítimas de nosso próprio sucesso. Será que vamos influenciar o mundo para Cristo, ou o mundo vai nos influenciar?

Mas a questão mais importante que enfrentamos hoje é a mesma que a igreja tem enfrentado em cada século: será que vamos alcançar o mundo para Cristo? Em outras palavras, vamos dar prioridade ao mandato de Cristo de ir por todo o mundo e pregar o evangelho? Ou vamos nos virar cada vez mais para dentro, presos em nossos próprios assuntos internos ou polêmicos, ou simplesmente tornando mais e mais confortáveis a nossa posição? Será que vamos ficar com orientação interna ou externa dirigida? As questões centrais do nosso tempo não são econômicas, políticas ou sociais, por mais importantes que sejam. As questões centrais do nosso tempo são morais e de natureza espiritual e o nosso chamado é para declarar o perdão de Cristo, esperança e poder de transformação para um mundo que não o conhece e segui-lo. Nunca nos devemos esquecer isso.
Fonte: Padom

Chips estão sendo implantados nas pessoas, será essa a marca da besta?

chipMuitos fiéis e estudiosos voltam sua atenção de um modo muito especial (e peculiar) para o último livro da Bíblia, o Apocalipse. João, servo de Deus, recebeu de um anjo revelações sobre o tão falado fim dos tempos. “Bem-aventurados os que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” (Apocalipse 1:3) João cita suas visões tais e quais as teve, cheias de simbolismos e alegorias, em uma linguagem altamente metafórica.

 E justamente aí vem uma grande confusão por parte de intérpretes da Bíblia: enquanto uns defendem que tudo é falado simbolicamente, outros defendem que o conteúdo tem de ser levado ao pé da letra – o que não diz respeito somente ao Apocalipse, mas a toda a Palavra Sagrada.

Há em Apocalipse a figura do anticristo, um líder mundial que, alegando querer manter a ordem, seria carismático a ponto de desviar os fiéis de Deus. O mesmo texto fala da “marca da besta”, uma distinção dada a todos os adoradores do reino do mal. Independentemente da raça ou da classe social, a citada nova ordem mundial impõe algo a todos os seres humanos, “… faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte…” (13:16) Tal marca seria obrigatória entre os conscientes e inconscientes seguidores da besta, com o aval da figura de autoridade do anticristo. A identificação seria usada como uma espécie de documento oficial, “para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca…” (13:17)

O chip subcutâneo
Ultimamente, com o advento de aparatos tecnológicos que só existiam na ficção científica de pouco mais de 100 anos para cá, tem sido muito discutido o chip de identificação subcutâneo, um dispositivo eletrônico menor que um grão de arroz que, sob a pele, traz todas as informações de seu portador. O chip funcionaria mais ou menos como hoje funcionam os demais documentos convencionais: carteira de identidade, cartões de crédito e débito, crachás para entrada em empresas e instituições, entre outros. Mas também teria caráter de localizador: com o Sistema de Posicionamento Global (Global Positioning System – o famoso GPS), toda pessoa poderia ser localizada via satélite.

Os cientistas que elaboram o chip, que já está inoculado em algumas pessoas e animais para testes, alegam que ele seria muito útil para fins de resgate, por exemplo. Ao digitar o código do chip, o satélite mostraria onde está seu portador em meio a uma grande mata, ou mesmo em um centro urbano.

Chips em documentos
Na documentação tradicional, o microchip também já chegou. Cartões bancários e documentos de identidade já são elaborados com as pequenas peças de silício com todas as informações necessárias. Em alguns meses, começarão a ser distribuídas no Brasil as novas carteiras de identidade eletrônicas, com as informações escritas, como nas convencionais, com foto, mas também com o histórico do cidadão em um chip na sua extremidade.

Motivo de alarme?
Cristãos de todo o mundo veem no chip subcutâneo e nas identidades com chip sinais de que seriam as tão faladas “marcas da besta” do Apocalipse. Muitos pensam, inclusive, em evitá-los. A série de filmes em longa-metragem “Deixados para Trás”, lançada pelo circuito independente norte-americano e muito popular no mercado de vídeo brasileiro, mostra o fenômeno sobrenatural do arrebatamento e a obrigatoriedade da implantação do chip, a ponto de que quem se recusasse a ele fosse preso pelas autoridades.

Os filmes chegam a mostrar agentes do FBI aprisionando simples cidadãos que se negam a ter o chip sob a pele. Especula-se que o aparelho funciona melhor no dorso da mão, ou na testa, o que até agora não foi oficialmente comprovado.

Parecer teológico
Segundo o teólogo e mestre em filosofia Jonas Madureira, não há qualquer indício na Bíblia de que os chips, em qualquer forma, sejam a tal “marca da besta” – pelo menos até agora. Acontece que o Apocalipse é um livro confuso até mesmo para os maiores estudiosos dos textos sagrados, cheio de enigmas e metáforas – como referido no início da matéria.

Madureira explica que muito dessa confusão se dá pelas diferentes correntes de estudiosos. “Enquanto um grupo, mais moderno, defende que muito na Bíblia está em forma de metáfora, de simbolismo, outra corrente mais tradicional afirma que tudo deve ser interpretado ao pé da letra”, esclarece o teólogo. Jonas explica que nas décadas de 20 e 30 do século passado, os liberais, que preferem a interpretação metafórica, ganharam destaque. Para contrariá-los, os fundamentalistas, mais tradicionais, defendem a literalidade dos textos bíblicos. Para completar o imbróglio, há também correntes que, embora não sejam liberais, aceitam a interpretação baseada no simbolismo.

Há quem ache realmente, mesmo nos círculos evangélicos, que os quase onipresentes chips de silício são o falado selo do anticristo. Outros defendem que a tal marca citada em Apocalipse não seria física, mas espiritual.

No tocante a ambas as interpretações, vale salientar que nada está comprovado e que qualquer informação não passa de especulação, embora estudos bastante sérios estejam em andamento.

Desde os tempos bíblicos, a marca que distingue o verdadeiro cristão está tanto em suas atitudes quanto em seu coração. Quem busca verdadeiramente a Deus tem seu futuro garantido, nestes tempos ou mesmo no fim deles.

De qualquer modo, uma dica final de João no próprio Apocalipse resume tudo o que foi dito no livro final da Bíblia: “… Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida.” (22:17)

Fonte: Arca Universal
FAÇA SEU COMENTARIO:

Ex-satanista, Daniel Mastral, alerta evangélicos sobre o espiritismo

mastralUm alerta para aqueles que professam a fé no evangelho de Jesus Cristo. Na opinião do ex-satanista e escritor Daniel Mastral, é esse o significado que o espiritismo ganhou para os evangélicos da atualidade. Daniel respondeu com exclusividade a uma entrevista do GUIAME. Temas diversos, como boas obras, reencarnação, o conceito bíblico a respeito da busca pelo contato com os mortos, união entre a Igreja de Jesus Cristo, entre outros foram tratados pelo escritor que, atualmente ministra palestras sobre Batalha Espiritual por todo o País.

Guia-me: O Espiritismo causa uma sensação de conforto em muitas pessoas, por oferecer a possibilidade de ainda manter contatos com entes queridos que já faleceram. Como é feito esse contato espiritual? Há ação de espíritos malignos nesse processo?
Daniel Mastral: É preciso expor, antes, o conceito majoritário; o das escrituras sagradas. É notório que a Palavra condena de forma veemente a consulta aos mortos: ”Quando, pois, vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos consultam os mortos?” (Isaías 8:19).

Tal prática condenada por Deus era muito praticada por outros povos. Vemos isso de forma explícita em Ezequiel 21:21 – ”Porque o Rei da Babilônia parará na encruzilhada, no cimo dos dois caminhos, para fazer adivinhações; aguçará a suas flechas, consultará as imagens, atentará para o fígado”. Fácil notar que há uma forma ritual neste procedimento. Um local específico: a encruzilhada

Outro ponto a salientar; o termo ”Fígado”. Do hebraico Kabed – significa pesado. É a víscera mais volumosa do corpo humano. Há várias referências nas escrituras ao fígado. Os povos pagãos utilizavam este para prática de adivinhações, algo como os quiromantes fazem hoje em dia. Esta prática era chamada de hepatoscopia. Este tipo de ritual atravessou o tempo, e chega às camadas mais baixas da magia contemporânea. Porém, seu lastro é o engano! O próprio rei Saul, em uma atitude desesperada procura uma médium para estabelecer contato com o profeta Samuel, já morto. Aqui vemos de forma clara o porquê que Deus proíbe tal ato.

Saul deixou todos os recursos que possuíra para entrar em contato com Deus: por revelação pessoal – por sonhos; através do Urim e Tumim que era, na época, um tipo de revelação Sacerdotal (Êxodo 28:30); ou pelos profetas.

Se Deus proíbe a comunicação com os mortos, é evidente que tal prática não tem a bênção do Senhor. Leia o texto de Lucas 16:19-31 Os demônios podem se manifestar, inclusive como anjos de luz. São especialistas em enganar! Não era o profeta que ali estava, mas sim uma entidade demoníaca a fim de lançar a semente do engano e profanar o que é santo! Deus não usa instrumento sujo! Como Deus iria usar alguém envolvido com as trevas, com adivinhação, para ser canal de ”bênção”? Luz e trevas não se misturam. O mesmo manto de engano cobre a visão de muitos, quanto acreditam na fábula de que crentes podem ficar possessos! Ideia estapafúrdia! Pois ser possesso, significa ter posse, possuir. Quem está em Cristo, está na luz! Pertence a Jesus e, a chancela, a marca, é a presença do Espírito Santo. Crente não fica possesso. Mas, pode ficar opresso. São coisas bem distintas.

Portanto, esta sensação de ”conforto” é ilusória e pode direcionar vidas a caminhos tortuosos. Certa vez um homem me procurou dizendo que ”Deus” tinha dito a ele para se separar da esposa. Quando indaguei como aquilo foi concluído por ele, ele me respondeu que foi uma entidade que tomou posse de um “bispo” e que dizia que era o ‘Arcanjo Gabriel’ e trazia a palavra de Deus sobre a vida dele! O mais incrível era que o casamento dele estava perfeito! Não havia nada que justificasse uma separação. Mas ele estava convicto! Orei com ele, aconselhei e, graças ao Pai, ele entendeu que fora enganado. O Diabo faz isso: rouba a fé, engana as vidas, mata as esperanças! O conforto está em Cristo, paz só Jesus pode dar! O resto é ilusão, engano!

Guia-me: Não se vê muitos casos de conflitos entre os adeptos do espiritismo. Você acredita que o fato deles não ”perderem tempo” com discussões doutrinárias facilita o fortalecimento desta religião?
Daniel Mastral: Sem sombra de dúvida. O adversário é um ser inteligente. Sabe que casa dividida não prevalece. Por isso, há muita unidade entre eles. Há ajuda mútua. Que resulta em uma história com poucas manchas. O ensinamento é uniforme, linear, contém uma espinha dorsal bem estruturada. E, não saem desta linha central, contendo apenas pequenas variações de ritos. Mas a essência é sempre a mesma. Jamais ouvi um espírita falar mal de outro!

Há adeptos do espiritismo que não temem em nada serem julgados os taxados, mesmo sendo pessoas públicas. Falam abertamente de sua crença e seus valores. Como o exemplo do Arthur Conan Doyle, um fã entusiasta da doutrina. A Bíblia condena veementemente qualquer forma de contato que resulte em adivinhação via mortos, ou espíritos desencarnados. (LV 20:27 ) A pena era a morte!

O que nos falta, como crentes, é ter esta sinceridade, esta convicção plena, esta fé! Lembrando que fé, esta descrita entre os dons! I Co 12:9 – se reporta a fé como um dos dons! Se todo crente precisa ter fé – pois o termo crente presume que cremos em algo, neste caso, Jesus como nosso Senhor absoluto – há também um novo mover de fé, a fé sobrenatural. A fé que Pedro teve ao andar sobre as águas. A fé que Moisés teve ao marchar… Deus não disse a ele: ”Moisés, marche, confie em mim, eu vou abrir o mar, e seus inimigos perecerão. Mas eu os conduzirei a outra margem a salvo!”

Deus não disse nada, apenas deu a ordem. Fé é isso! A fé sobrenatural, pautada naquilo que não vemos, que nossa lógica não compreende. Nos falta esta dimensão de fé! De falar não apenas de um Deus que ouvimos falar. Mas de um Deus vivo, que vive em nossas vidas, nossas atitudes, pensamentos e ações. Um Deus real!

Quantas oportunidades vejo meus irmãos perdendo quando tem uma lacuna na mídia, ou não, para falar de Jesus e deixam passar por vergonha…!!! Se assim agirmos, Jesus também terá vergonha de nós! Unidade promove a força! Enquanto permanecermos divididos seremos alvos fáceis do adversário.

Aproveitando o ensejo: há pouco tempo foi proposto que todos, no mundo todo, apagassem as luzes durante uma hora. Uma hora de trevas…Curiosamente no dia 27 de março! Não por acaso, evidentemente.Por que não propormos uma hora de oração diária? Uma hora de consagração. Não uma vez ao ano. Mas todos os dias!? Já pensou nisso? Uma sugestão: ao meio dia! Foi nesta hora, pelo nosso calendário que ocorreu a crucificação de Jesus.

É a hora que marca o Novo Testamento, o sangue do Cordeiro derramado por nós! Hora de nossa redenção. Não faça como um ”ato profético”. Mas como um momento de consagração. Não pode fazer uma hora? Não pode abrir mão de seu horário de almoço? Separe, ao menos um minuto. Faça a diferença!

Guia-me: As boas obras são um ponto forte do Espiritismo, atraindo a muitos por essa questão também. Este pode ser um alerta para os cristãos (evangélicos)?
Daniel Mastral: Sim. Se você tem o poder de fazer o bem a alguém e diz ”passe amanhã!”, que Cristianismo é este? Muitos crentes têm migrado para o espiritismo por estarem decepcionados com o mover de muitas Igrejas e Ministérios.Ministérios contaminados com o pecado. Que promovem dor, chagas, feridos, abandono ao rebanho. Quantos eu conheci como Saul? Muitos!

Muitos a quem eu nutria respeito, que comeram à minha mesa, se inclinaram ao Baal do nosso século. Ao orgulho, a soberba, a inveja, a corrupção. Quantas vezes eu fui banido de Congressos pelo simples fato de não aceitar um roteiro pré-estipulado cujo único propósito era enganar, extorquir, saquear o bolso dos irmãos? Vendas de corda ungida que amarra satanás, vassoura consagrada que varre o diabo de sua vida. Até as ferraduras da mula de Balaão são alvos comerciais. ”Quer ver o anjo do Senhor? Receba a unção da Mula! Leve as ferraduras sagradas para sua casa – as 4 – e verás a o mundo espiritual”. Comércio!

Jesus expulsou mercadores do Templo! Quanto engano tem entrado em nosso meio? Quanto roubo? Quantas mentiras? Congressos de Cura sem cura. Cruzada de Milagres, sem milagres. Congressos de Batalha Espiritual, sem vitórias… Mas sobejando pedidos de dinheiro, desafios, ofertas de sacrifício, etc. Jesus já se sacrificou por nós! Há, sim a oferta voluntária, sem ser orquestrada, sem imposição pelo medo, feita por amor…

Eu, como pai, procuro dar o melhor ao meu filho. Às vezes, faço sacrifícios. Deixo de pagar uma conta, ou me privo de algo que gostaria de ter para mim, por exemplo. Mas o faço por amor, não por temor. O que deve nos mover é o amor. No Novo Testamento a lei caiu. E a premissa que fica é o amor. Ame a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo. Quem ama dá o melhor, sempre! O povo está sedento e quer ouvir a voz de Deus! Uns pregam: ”Aqui é o local! Pois só aqui você vê os milagres!”. Mas a marca de Cristo, não são os milagres, e sim o amor! ”Nisso reconhecerão que sois meus discípulos, se amardes uns aos outros” Jo 13:35

A chancela de Cristo é o amor! Sinais… prodígios… Isso os falsos profetas também fazem. Simão mágico fazia. Enganou muita gente. Até batizado ele era! Quando virem muitos “sinais” mas no fim tentarem te vender o cimento ungido, o tijolo consagrado, a espada de Davi, etc… Fuja! Deus não está ali! Se estiver diante de um homem que fala muito bem sobre ofertas, que te coloca medo, que te ameaça caso você nada tenha para dar, fuja! Você está diante de um profissional da fé!

O que Paulo nos ensina? I Co 16:1-2 … ”ponha parte do que puder ajuntar segundo a sua prosperidade…”. Dê o melhor que pode, faça por amor. Se não tem chamado para a trincheira, mande provisões para a trincheira. Mas não faça disso um negócio!

O que os apóstolos faziam? ”E perseveraram na doutrina dos apóstolos, a na comunhão, e no partir do pão e nas orações”. Atos 2:42. Apóstolo ama, divide, soma, não fica de olho no pão do próximo, não é orgulhoso… Em suma, para ganharmos almas para Jesus e resgatarmos os perdidos temos, antes que restaurar nossas vidas, nosso altar. Nossos corações. Assim seremos instrumentos de libertação. Com o pecado, muitas vezes a Igreja passa a ser instrumento de destruição, como foi na Inquisição, nas Cruzadas… É tempo de voltar aos braços do Pai, pedir perdão, confessar os nossos pecados e deixá-los. Assim alcançaremos a misericórdia e seremos um com o Pai!

Guia-me: Ícone do Espiritismo, Chico Xavier relatou que aos cinco anos de idade já via espíritos e conversava com eles. O que poderia causar este fenômeno de crianças terem contatos como estes, mesmo que elas não os procurem?
Daniel Mastral: Satanás escolhe pessoas que ele julga que têm potencial. Que têm influência sobre as massas. Que podem ser veículos poderosos na propagação de ideias e doutrinas que fogem dos preceitos de Deus. Muitos caem nesta malha de engano sem notar. Como um inseto cai na teia de uma aranha. Aos poucos vão se envolvendo, se aprofundando…e sua mente fica cauterizada. Um exemplo clássico disso é a tal da ‘Santa Morte’ cultuada no México! Eles adoram uma ”santa” cujo semblante é de uma caveira! Rezam para morte pedindo pela vida! Tal paradoxo é fruto de uma contaminação profunda lançada ali pelos Astecas, que matavam em escala industrial. Creio no amor e na misericórdia de nosso Deus. Pois se alguém entra em uma seita, uma doutrina, no engano, na inocência, Deus usa de sua misericórdia. Seria muito simplista e egoísta dizer que pessoas assim vão arder no inferno. Pois se nós, conhecendo a verdade, o caminho, e a vida, muitas vezes cometemos atos abomináveis, o que não dizer dos que estão na escuridão?

Enganar uma criança é sempre mais fácil… Por isso há sobre as crianças um forte e intensivo ataque. Porém, não vamos subestimar o poder restaurador de Deus, o Todo Poderoso, que pode transformar maldição em bênção, morte em vida! Nisso é muito importante a Igreja, pois esta é o instrumento de resistência. O meio para que o Pai atinja o fim: salvar as vidas, libertar os cativos! Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje. Pois talvez… amanhã não exista mais. É tempo de fazer parte da história. De mudar o rumo de vidas perdidas, e levá-las as veredas da justiça de Cristo!

Guia-me: Em Hebreus 9.27 a Bíblia diz: ”Cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus”. Porém Allan Kardec reinterpretou a Bíblia, afirmando que a lei é: ”nascer, morrer e renascer ainda e progredir sempre”. Quais critérios foram utilizados pelo autor para que se chegasse a tal conclusão?
Daniel Mastral: Tal conceito remonta as seitas Orientais, como o budismo, por exemplo. Para atingir o Nirvana e escapar da roda da vida, que é manifestada na forma de um sofrimento constante. O segredo seria o desapego das coisas materiais, pois é isso que faz o homem sofrer. Ele não criou um conceito, apenas compilou conceitos já existentes, e elaborou uma nova seita com bases mais palatáveis e que poderiam agregar mais adeptos.

Porém, em uma análise simples, podemos depreender que se estamos em um processo evolutivo da raça humana através da purificação da reencarnação. Não seria plausível que, ao passar dos anos, das décadas, dos séculos, gozaríamos de um mundo cada vez melhor. Mais humano, mais solidário, com mais amor, mais auxílio. Menos violência, menos corrupção, menos mentira, menos orgulho etc.?

Tal conceito é utópico, irreal. Não é assim que vemos o mundo à nossa volta. Na verdade caminhamos para o caos. Cataclismos, violência, mortes, drogas, inversão de valores morais etc. Estamos cada vez mais perto da vinda do anticristo! E espalhar estas doutrinas serve para confundir as mentes. Vemos, agora um culto velado a esta doutrina, sendo semeado em novelas, filmes, documentários, livros etc.

Há quem acredite em vampiros. Há quem acredite que se tomar o chá do dai-me você vê o mundo espiritual. Há quem creia que o homem nunca foi à Lua. Mas este crer não é reflexo da verdadeira fé! É um crer pautado na razão humana, temporal, passageira, limitada. Importante mesmo é crer em Jesus Cristo, pois só ele nos dá a paz que transcende o entendimento. Só ele nos conduz à vida eterna. Só ele tem o Poder de mudar as nossas vidas! Pois é Senhor dos senhores e Rei dos reis! Ele está voltando… você está preparado?

Fonte: site guiame

Poder na fraqueza

1172374_the_power_of_the_sun“Se é na fraqueza do meu ser, que manifestas teu poder, eis-me aqui […]” A letra desta canção do Ministério de Louvor Diante do Trono pode parecer sem sentido, contudo expressa o cuidado de Deus descrito em sua Palavra. Você pode se perguntar: “Deus se manifestando nas minhas falhas, nas minhas fraquezas? Impossível”. Criamos a imagem de um Deus Todo Poderoso que se preocupa com os fortes e valentes, e quando nos vemos vulneráveis, nos sentimos afligidos. É fácil nos convencer de que o poder de Deus não opera em nós, fingir que está tudo bem, em vez de se voltar para Deus.

Poder e fraqueza, duas palavras tão diferentes em uma mesma frase, mostrando que Deus é maior em nós, quando somos tão mínimos, tão pequenos. Várias e várias vezes me senti assim, tão pequena, sozinha, insignificante… Na minha igreja era como se fosse “só mais uma”, não sentia que estava fazendo diferença na vida das pessoas. Quantos momentos existiram em que me vi sem chão, muda, sem conseguir adorar a Deus pelos momentos que estava vivendo. Eu também errava ao colocar minhas expectativas em pessoas. Via-me mergulhada em decepções quando deveria mergulhar na Palavra de Deus. O futuro para mim era algo muito distante, inclusive do poder de Deus. Talvez nesse momento você também se sinta assim, mas saiba que não está sozinho. Todos temos fraqueza, mas o que não pode acontecer é esquecermos que Deus verdadeiramente se importa com cada um de nós. Deus não rejeita um coração quebrantado, que reconhece seus limites, seus erros, se arrepende e se volta para Ele.

O apóstolo Paulo fala sobre isso. Ele tinha um espinho na carne, uma enfermidade que se tornou uma luta interna e externa. Paulo orou três vezes para que esse mal não viesse sobre a vida dele, mas Deus o permitiu para que ele reconhecesse suas falhas e sua dependência em Deus. Paulo é conhecido como um “super apóstolo”, alguém inteligente e eloquente, alguém que deixou um legado, que deu muitos frutos na obra que o Pai lhe confiou. Mas isso só foi possível porque esse apóstolo reconheceu a soberania de Deus em sua vida.
Deus estava aperfeiçoando o poder dele na fraqueza de Paulo. Se Paulo fosse “perfeito”, autoconfiante, seria também independente de Deus, deixando de cumprir os planos do Senhor para ele. Tal como Paulo, todos nós temos, também, limitações, enfrentamos situações difíceis, permitidas por Deus, para compreender o quanto necessitamos do Eterno, de que sem Ele nada somos e podemos fazer. Por meio de cada situação que vivemos, Deus deseja manifestar o poder dele em nós, e não nos humilhar ou escravizar.

Em meio às tristezas, dores, lágrimas, e de diante da nossa incapacidade, devemos permanecer firmes no Senhor, pois nesses momentos o Senhor opera em nós, nos mostrando que a graça dele nos basta. Com a graça de Deus não precisamos de holofotes, de estar cercados por pessoas interesseiras, de viver lamentando por aquilo que não pode ser mudado. A graça, o favor imerecido do Pai, é suficiente. Vivamos debaixo dessa graça, permitindo que o poder de Cristo habite em nós, pois com ela é possível ser forte na fraqueza (2Co 12.10).

“E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.” (2Co 12.9.)

::Jaqueline Santos Sales

www.novoblogdajack.blogspot.com

Porque amar a Deus? Confira a pregação de John Piper

aO Pregador e escritor prolífico John Piper fez uma pergunta profunda ontem à noite: Você se sente mais amado por Deus, porque Ele faz muito mais de você ou porque Ele permite que você faça muito mais dEle?

O objetivo em fazer uma pergunta tão profunda a 22.000 alunos em idade universitária na conferência da Paixão foi para chegar em: por quê amar a Deus? Se os alunos respondem que amam a Deus, porque Ele faz muito deles, isso é idolatria, disse Piper. Isso significa que eles colocam a eles mesmos como fundamento de sua alegria.

Toda alegria tem um fundamento, uma razão mais profunda que traz alegria, com exceção de uma, explicou ele. Essa exceção é o lugar mais baixo, onde não há mais razão profunda.

“Por que chegar ao fundo de nossas alegrias como um grande acordo para mim?” perguntou Piper.

“Eu acredito que existem milhões de pessoas, muitos deles Cristãos professos, que não são nascidos de novo, acredito que Deus os ama, e estão vinculados ao inferno,” disse ele sem rodeios.

“O que você entende por ser amado por Deus é que no fundo ele está comprometido a fazer muito de você, Ele não está no sopé, você está no sopé, eu mesmo como a fonte de todo o meu gozo,” disse ele.

Ser nascido de novo é trocar o fundo de si a Deus, que é fundamental para o novo nascimento, disse Piper. Um novo nascimento não significa ter todos os mesmos desejos, como antes, com apenas a modificação esperando que Deus os entregue.

“Não fizemos muitos milagres em teu nome? Será que nós não expulsamos demônios em teu nome? Será que nós não profetizamos em teu nome? Será que não curamos em teu nome? Ele vai dizer-lhes: “Nunca vos conheci,’” disse Piper, citando Mateus 7:22-23.

“Você acha que esta não é uma pergunta importante a fazer? O que está no sopé? Tanta religião cristã com os povos em seu caminho para a destruição.”

O pregador, que voltará ao púlpito neste fim de semana após uma licença de oito meses de ausência, lerá versículos bíblicos que mostram que Deus realiza atos de amor destinados a colocá-Lo na parte mais baixa. Um exemplo que deu foi Efésios 1:5-6, que diz: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, Para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado.”

Os seres humanos foram criados de uma forma que eles não podem ser totalmente satisfeitos com nada além de Deus, declarou Piper. Portanto, se as pessoas se colocam no lugar baixo, eles nunca serão satisfeitos.

“O amor de Deus para você que faz muito a Sua glória é maior amor por você do que se Ele tivesse feito você seu maior tesouro,” disse Piper. “Você nunca, jamais será bonito o bastante, forte o bastante, sábio o bastante, admirável o suficiente, ser o baixo e suportar o peso de toda a alegria que você deseja para toda a eternidade. Ele não vai suportar o peso. Vai dar forma e você vai cair no abismo. Só uma coisa pode suportar o peso de toda a alegria que você quer ter e este é Deus.”

A conferência Paixão de Cristo 2011 em Atlanta termina terça-feira. Outros palestrantes na conferência deste ano incluiu, Francis Chan, Beth Moore, Andy Stanley, e Louie Giglio. Adoradores líderes no evento incluem Chris Tomlin, David Crowder Band, Matt Redman, Charlie Hall, Christy Nockels, e Kristian Stanfill.

Fonte: Christian Post

TEOLOGIA E SEXO “Judeus lidam melhor com o sexo do que os cristãos, afirma teólogo”

leif_carlssonJudeus lidam melhor com o sexo do que os cristãos, afirma teólogo

 

Os judeus lidam melhor com o sexo do que os cristãos, afirmou um professor de teologia ao falar na Conferência Hönö de grupos de fé cristã, organizada anualmente na costa oeste da Suécia. A Hönö é realizada desde 1945, sempre organizada pela Aliança Missionária da Igreja da Suécia [Luterana].

Leif Carlsson (foto), um dos palestrantes da Conferência Hönö deste ano, quer que os cristãos resolvam de uma vez a visão negativa que a fé tem em relação ao sexo. Ele usou como termo de comparação o judaísmo, segundo reportagem do jornal cristão Dagen.

Desde os tempos da igreja primitiva, os cristãos dedicaram as suas energias mais ao evangelismo do que à reprodução. Afinal, eles acreditam que Jesus está voltando em breve e um novo mundo será criado, diz o relatório.

“Existem poucos modelos a serem seguidos no Novo Testamento. Jesus não era casado e não falou muito sobre sexo e não precisamos falar sobre Paulo. Gostaríamos que o Novo Testamento falasse mais sobre sexo, mas ele não diz quase nada”, disse Carlsson ao Dagen.

O silêncio em torno da sexualidade começou sendo influenciado pelos que se opunham à visão grega sobre o assunto e acabou tornando-se uma visão negativa do sexo. “No entanto, a atitude cética da igreja ao longo da história mudou de tal forma que a sexualidade é vista de maneira bem mais positiva nos dias de hoje”, prossegue Carlsson.

No judaísmo, a sexualidade sempre foi vista como algo essencialmente bom. Segundo Carlsson, isso pode ter acontecido porque os judeus eram sempre minoria e a reprodução era essencial para a sua sobrevivência. “No judaísmo rabínico, é fortemente acentuada. Eles dizem que o sexo é mais importante do que estudar a Torá. Há também uma atitude geral mais positiva em relação ao corpo e ao desejo”, acrescenta o teólogo.

“Os homens têm obrigações sexuais para com suas mulheres. Existem regras antigas de quantas vezes o homem deve satisfazer uma mulher, que variavam dependendo da profissão do esposo. Para um marinheiro, uma vez a cada seis meses, para o desempregado é algo diário e para um professor da Torá, toda sexta-feira”, explicou rindo.

A tradição judaica tem um claro viés patriarcal, mas Carlsson vê sinais de que há respeito pelas mulheres. “Em um texto cabalista judeu dos século 13, existe a proibição ao sexo forçado no casamento. Isso só foi regulamentado na Suécia na década de 1970.

Perguntado sobre o motivo de tantas pessoas serem feridas por causa do sexo, se é algo positiva, à resposta ao jornalista do Dagen foi: “Os judeus dizem que a sexualidade é uma das forças mais poderosas que os seres humanos têm, mas precisa ser domesticada para ter um efeito positivo”.

Os Julgamentos Humanos São Falíveis

julgamentoNão julgueis, para que não sejais julgados. Pois com o critério com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que tiverdes medido vos medirão também. S. Mat. 7:1 e 2.

A Bíblia Viva traduz a primeira parte desse texto da seguinte maneira: “Não critiquem, e assim vocês não serão criticados!” Em geral isso pode ser verdade, mas há exceções. Algumas pessoas que nunca condescendem com a crítica aos outros, são criticadas pelos outros assim mesmo. A Bíblia na Linguagem de Hoje diz: “Não julguem os outros para não serem julgados por Deus”. Isso está mais próximo da verdade, mas acho que a Edição Revista e Atualizada tem o melhor texto.

Um dos casos mais incríveis de julgamento errado de que já ouvi falar, foi feito por Honoré de Balzac, o prolífico romancista francês. Além de escrever romances, ele se considerava um perito em grafologia – o estudo (não, não é ciência) de textos escritos à mão para determinar o caráter e a personalidade de uma pessoa.

Certo dia, uma senhora levou ao grande escritor um caderno que continha uns rabiscos infantis. Pediu que ele os analisasse.

Depois de esquadrinhar cuidadosamente o texto, o culto homem concluiu que a criança era mentalmente retardada; mas ele quis ser diplomático e perguntou:

– A senhora é a mãe da criança?

– Não, eu não tenho laço nenhum de parentesco com ele – respondeu a senhora.

– Ótimo.

A testa de Balzac enrugou-se. Ele perguntava a si mesmo: “Como posso ser bondoso e ainda assim contar a verdade?” A franqueza venceu.

– A escrita dessa criança dá todos os indícios de imbecilidade. Temo que o menino nunca se torne grande coisa na vida, se é que vai ser alguém.

– Mas, senhor – protestou a mulher – esses rabiscos são seus. O senhor não reconhece a letra? Esse caderno foi seu, quando freqüentava a escola de Vendôme.

Balzac evidentemente não conseguiu reconhecer a própria letra!
Tenho visto grafólogos fazerem fascinantes e espertas “adivinhações” – e acertarem. Mas também já tive oportunidade de ver erros deles. Os julgamentos humanos são falíveis e isso é especialmente verdade no que se refere aos motivos. Só Deus pode ler o coração; você e eu não podemos (ver I Sam. 16:7). Não é surpreendente, portanto, que condenemos a nós mesmos quando julgamos os outros em questões nas quais não somos competentes.