15 pastores mortos e pelo menos 19 igrejas destruídas por islâmicos na Etiópia

A situação dos cristãos na fronteira da Etiópia com a Somália se agravou muito este mês. Relatórios iniciais apontam que 15 pastores foram mortos e pelo menos 10 igrejas ortodoxas queimadas ou vandalizadas, além de nove igrejas evangélicas destruídas. O número de mortos pode chegar a 50 na região.

O patriarca Matias e o Sínodo da Igreja Ortodoxa Tewahido da Etiópia fizeram uma campanha de 16 dias de jejum e oração, clamando por paz. O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, visitou a área e prometeu agir.

Embora o governo fale em “conflitos étnicos”, os ataques aos cristãos partiram das milícias Liyu, formada por muçulmanos que querem a independência do que chamam de “território Somali da Etiópia”. Com mais de mil quilômetros de extensão, é uma zona de conflito por terras de pastoreio e petróleo.

Por conta do conflito armado político/religioso, cerca de um milhão de pessoas já abandonaram a área desde abril.

O World Watch Monitor, que acompanha casos de perseguição aos cristãos em todo o mundo, relata que em junho, 20 cristãos foram mortos na região fronteiriça. O motivo dos ataques foi porque cristãos se opuseram à instalação de um monumento em homenagem a um proeminente líder muçulmano.

“Tensões semelhantes estão ocorrendo sob a superfície em outras partes do país”, disse a fonte do World Watch Monitor. “Nós sabemos de lugares onde os muçulmanos expulsaram os cristãos de suas casas. E embora esse seja tratado como disputa étnica por alguns meios de comunicação e observadores, é claramente uma questão religiosa”.