Evangelista fala sobre crescimento da igreja, mesmo em meio à perseguição

Beun (nome fictício) é um evangelista que vive no Laos, uma nação governada por um “partido revolucionário”, onde não há liberdade de religião e nem de opinião. Qualquer pessoa que se volte contra a ideologia governamental é vista como ameaça ao poder.

Por lá o cristianismo não é bem visto e a minoria que insiste em seguir a Cristo é ameaçada de ser erradicada pelas autoridades. Mesmo assim, Beun conseguiu reunir um grupo de 50 convertidos em pouco tempo.

Ele revela que trabalha com outros seis homens dedicados ao Evangelho. “Nós pregamos aos povos hmong, khmu, tai dam, entre alguns outros. Não sabemos se nossos planos darão certo, mas os submetemos a Deus. Nós vamos para onde ele nos envia”, disse.

De acordo com a Portas Abertas, um desses homens conhecido por Sipho (nome fictício) foi expulso de uma tribo junto de sua família, por serem cristãos. “Não achando nenhum outro lugar para morar, vivemos na floresta por dez anos, até que o chefe da tribo veio e nos chamou para voltar para a aldeia”, contou.

Igrejas domésticas

Na tentativa de formar uma igreja doméstica na própria casa, o governador da província e o chefe do vilarejo não permitiram. “Foi então que conhecemos Beun e nos unimos à sua igreja. Ele me ensina a compartilhar o Evangelho e a pregar”, relatou.

Jet (nome fictício) é outro “discípulo de Beun, como ele mesmo especifica. Sua vida mudou depois que foi curado de uma enfermidade. “Minha vida melhorou e eu comecei a compartilhar o evangelho. Agora tenho minha própria igreja doméstica no meu vilarejo”, disse.

Jet foi acusado falsamente de “vender jovens para estrangeiros”, mas sabe que a acusação só aconteceu porque é cristão. Mesmo assim, ele não desiste: “Se eu tiver que comparar minha velha vida com minha vida agora, minha vida é muito melhor com Cristo”, afirmou.

Essas pessoas continuam firmes na caminhada com Cristo. Mas a colheita nem sempre é fácil no Laos. Beun conta que muitas vezes as pessoas ouvem o evangelho e o aceitam rapidamente, mas depois se esquecem do compromisso que fizeram.

Por outro lado, “quando se convertem verdadeiramente e entendem o cristianismo, as pessoas começam a compartilhar as boas novas, a fé delas permanece firme e nunca mais retornam para as antigas crenças, não importa quão difícil seja”, conclui.